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EUA têm plano para usar a “mãe de todas as bombas” contra o Irã, diz CNN

5 min de leitura
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Militares dos Estados Unidos têm planos de ataque contra o Irã que podem incluir a GBU-43/B, a MOAB, conhecida como "mãe de todas as bombas", segundo reportagem da CNN publicada na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, com base em relatos de várias autoridades americanas. A MOAB, de cerca de 9,8 toneladas, é a bomba não nuclear mais potente do arsenal dos EUA e só foi usada em combate uma vez, no Afeganistão, em 2017. O presidente Donald Trump não confirmou o plano.

De acordo com a CNN, os alvos seriam instalações de energia e locais ligados ao programa nuclear iraniano, entre eles Pickaxe Mountain, perto de Natanz. Uma fonte disse à emissora que o texto do plano prevê o ataque antes da retirada de tropas americanas da região. Questionado, um funcionário da Casa Branca disse que "o presidente Trump mantém todas as opções na mesa para garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear". Um funcionário do Pentágono afirmou que o departamento "planeja uma ampla gama de cenários operacionais".

O post está no Instagram da TV Connect USA.

O que é a MOAB

A sigla vem de Massive Ordnance Air Blast. A bomba tem pouco mais de 9 metros de comprimento, pesa mais de 21 mil libras e carrega cerca de 8,5 toneladas de explosivo. Ela é lançada da rampa de um avião de carga e explode pouco acima do solo, o que espalha a onda de choque por uma área grande. Segundo a CNN, pode destruir uma área equivalente a nove quarteirões.

O único uso em combate foi em 13 de abril de 2017, às 19h32 no horário local, contra um complexo de túneis do Estado Islâmico no distrito de Achin, na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, segundo as forças americanas. O Ministério da Defesa do Afeganistão disse que 36 militantes morreram.

Imagem aérea em preto e branco mostra a nuvem escura da explosão da MOAB sobre um complexo de túneis no Afeganistão, em abril de 2017
Imagem aérea em preto e branco mostra a nuvem escura da explosão da MOAB sobre um complexo de túneis no Afeganistão, em abril de 2017. Foto: Departamento de Defesa dos EUA

Feita e testada na Flórida

A MOAB foi desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea na Base Aérea de Eglin, no noroeste da Flórida, onde fez o primeiro teste em 11 de março de 2003. Um exemplar fica em exposição na área externa do Museu de Armamentos da Força Aérea, em Eglin.

Exemplar da MOAB, verde com a ponta amarela, em exposição em frente ao Museu de Armamentos da Força Aérea, em Eglin, na Flórida
Exemplar da MOAB, verde com a ponta amarela, em exposição em frente ao Museu de Armamentos da Força Aérea, em Eglin, na Flórida. Foto: Greg Goebel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Dúvidas sobre o efeito

Fontes ouvidas pela CNN disseram que a MOAB provavelmente não penetra fundo o bastante para destruir instalações subterrâneas como Pickaxe Mountain. "Ela definitivamente não foi projetada como uma ogiva de penetração profunda", disse uma delas. Segundo a reportagem, o raio da explosão também levanta preocupação com vítimas civis.

Policiais afegãos caminham sobre pedras e árvores derrubadas na área atingida pela MOAB no distrito de Achin, em abril de 2017
Policiais afegãos caminham sobre pedras e árvores derrubadas na área atingida pela MOAB no distrito de Achin, em abril de 2017. Foto: Missão Resolute Support / Departamento de Defesa dos EUA

O que Trump disse

Os Estados Unidos começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro de 2026, na Operação Epic Fury; um cessar-fogo mediado pelo Paquistão foi anunciado em abril. Em 8 de outubro, Trump escreveu no Truth Social que os dois países têm "discussões produtivas" e que os EUA não vão atacar o Irã "em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato", marcadas para 3 de novembro.

Na noite de quinta-feira (15), em entrevista à Newsmax, Trump descartou o uso de armas nucleares: "Eu não usaria arma nuclear. Não precisamos." Sobre a MOAB, disse que "não é nuclear" e que é "só uma bomba extremamente grande". Ele não disse se autorizou o uso da bomba, mas citou Pickaxe Mountain como possível alvo: "Podemos ter que ir lá."

A resposta do Irã

O novo ministro da Defesa do Irã, Mehrdad Akhlaqi Ketabchi, disse neste fim de semana, segundo a agência iraniana ISNA, que o país tomou "as medidas necessárias" contra a MOAB. "Se ele lançar uma bomba e transformar as ameaças em ação, vai ver as consequências", afirmou, em referência a Trump.

Perguntas frequentes

O que é a "mãe de todas as bombas"?
É a GBU-43/B, ou MOAB, a bomba não nuclear mais potente do arsenal dos EUA. Pesa cerca de 9,8 toneladas e foi desenvolvida e testada na Base Aérea de Eglin, na Flórida.

A MOAB já foi usada em guerra?
Uma vez, em 13 de abril de 2017, contra túneis do Estado Islâmico na província de Nangarhar, no Afeganistão.

Os EUA vão atacar o Irã com a MOAB?
Trump não confirmou. Segundo a CNN, os planos estão prontos; em 8 de outubro, ele disse que não vai atacar o Irã antes das eleições de 3 de novembro.

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