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Charles Oliveira, o "Do Bronx", afirmou que sua experiência será o principal trunfo na luta contra Diego Lopes, marcada para 12 de dezembro, no UFC 335. Os dois brasileiros disputam o cinturão "BMF", título simbólico que reconhece o atleta considerado mais casca-grossa da organização.
Em entrevista à Ag Fight, Oliveira reconheceu as semelhanças técnicas entre os dois lutadores: ambos têm poder de fogo na trocação, jiu-jitsu acima da média e biotipo físico parecido, além de terem migrado dos pesos-penas (66 kg) para os pesos-leves (70 kg) em algum momento da carreira. Para o atual nome de maior destaque da categoria, essas semelhanças tornam o confronto equilibrado, mas a bagagem acumulada ao longo dos anos deve pesar a seu favor.
"O Diego está vindo de outra categoria, é um cara gigante. Já fez duas lutas contra o Volkanovski. É um cara que já fez grandes eventos, enfrentou grandes nomes. Merece isso aqui, então vamos fazer acontecer. Acho que, na realidade, a minha experiência vai contar bastante nessa luta", disse Oliveira, citando os confrontos do rival com o ex-campeão peso-pena Alexander Volkanovski.
Oliveira completou a análise técnica destacando as armas de Lopes: "O Diego é um cara que tem jiu-jitsu, tem wrestling, tem trocação boa, um cara que pega de verdade. Da mesma forma, sou um cara que ando para frente, também pego, tenho jiu-jitsu, tenho wrestling. Mas acho que a experiência e o quanto venho mudando da minha última derrota para cá, trazendo um jogo mais seguro, mais estratégico. Acho que é isso que vai fazer a diferença."
Mudança de postura após derrota para Topuria
Ainda na entrevista, o lutador da equipe "Chute Boxe Diego Lima" falou sobre a transformação em sua forma de lutar desde a derrota para Ilia Topuria. Segundo Oliveira, passou a adotar estratégias mais ponderadas dentro do octógono, buscando manter a efetividade sem correr riscos desnecessários. O brasileiro é apontado como o maior finalizador da história do UFC e está no UFC desde 2010, somando 37 lutas na organização.
Apesar da extensa trajetória, o duelo contra Diego Lopes representará a primeira vez que Oliveira enfrenta um compatriota no octógono. O "BMF" fez questão de separar a relação profissional do respeito pessoal que tem pelo manauara.
"Às vezes é até chato falar isso, mas todo mundo tem que entender que a gente é empregado. Como um cara que trabalha em qualquer outro lugar. Se eles mandarem, a gente tem que simplesmente lutar. Entrei (no UFC) em 2010, tenho 16 anos de casa e nunca lutei contra nenhum brasileiro. E dessa vez aconteceu de lutar com o Diego, um cara que eu admiro e respeito. Mas lá dentro, da mesma forma que ele vai querer me vencer, eu ainda quero continuar aumentando meu legado. Sou empregado da 'Zuffa', quem eles mandarem lutar, se for no 'timing' certo, vou estar lutando", explicou.
Card do UFC 335 tem outro brasileiro no co-main event
Oliveira e Lopes lideram o card numerado do UFC 335, que acontece na T-Mobile Arena, em Las Vegas. No co-main event da noite, outro brasileiro de destaque no MMA entra em ação: Alex Poatan enfrenta o russo Sergei Pavlovich, em busca de uma nova chance de disputar o cinturão dos pesos-pesados.
