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Um ano depois de ser liberada pela PFL e virar agente livre, Larissa Pacheco ainda não recebeu nenhuma proposta do UFC. A brasileira de 32 anos, bicampeã da Professional Fighters League (PFL), disse em entrevista ao MMA Fighting que o cenário a pegou de surpresa e a deixou frustrada.
Segundo a lutadora, o mercado "se fechou" para ela. Pacheco afirmou que não sabe mais o que precisa fazer para ganhar uma oportunidade e que se considera uma atleta de alto nível, com capacidade para competir no UFC ou em qualquer outro grande evento. "É meio frustrante, fico triste com isso, queria continuar trabalhando, sou muito nova ainda", disse.
A paraense deixou claro que não chega pedindo privilégios. "Não estou pedindo para lutar pelo cinturão", afirmou, acrescentando que também não pede um combate contra Kayla Harrison ou contra Amanda logo na estreia. O pedido, nas palavras dela, é por uma chance de mostrar o que pode fazer dentro da luta, buscando o melhor nocaute, a melhor finalização e "as guerras que sempre entreguei".
Karate Combat no lugar do MMA
Pacheco não compete em MMA desde 2024. Nesse intervalo, assinou com o Karate Combat, que ela reconhece como uma vitrine, mas não como o lugar ideal. Para a lutadora, estar lá "dá um hype", só que não é a área dela nem um evento de MMA, e por isso não a coloca onde diz precisar e merecer estar. Ela descreveu a falta de lutas na modalidade como algo "bem difícil".
Quando a liberação pela PFL foi anunciada, em outubro de 2025, fãs do esporte passaram a cotá-la como possível reforço do UFC. A brasileira já passou pela organização entre 2014 e 2015, mas foi dispensada depois de sofrer duas derrotas.
O triunfo sobre Kayla Harrison
O principal cartão de visitas de Pacheco é a vitória sobre Kayla Harrison. Bicampeã olímpica de judô, a americana é a atual campeã peso-galo (até 61 kg) do UFC e segue invicta desde que entrou na organização. A única mulher a derrotá-la no MMA foi Larissa, na final do GP dos pesos-leves da PFL, em 2022, por decisão unânime dos juízes.
Antes disso, Harrison havia vencido a brasileira em outros dois confrontos, também decididos nos pontos.
