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Drone bombardeiro vira ‘ambulância’ e tira soldado ferido do front na Ucrânia

4 min de leitura
Nesta matéria

Um soldado ucraniano ferido na linha de frente foi retirado da posição pendurado em um drone pesado, feito originalmente para lançar bombas. O vídeo do resgate foi divulgado na segunda-feira, 19 de outubro de 2026, pela 92ª Brigada de Assalto da Ucrânia, que chama a missão de "a primeira evacuação aérea da linha de frente do mundo". A data do voo não foi informada.

Segundo a brigada, o militar, da 30ª Brigada Mecanizada, foi ferido na posição, e a alta atividade de drones inimigos e o terreno minado impediam o resgate com os robôs terrestres, que já viraram rotina. Ele está em tratamento e reabilitação e, de acordo com a brigada, a vida dele não corre mais risco.

Como foi o resgate

Diante do bloqueio, a companhia de sistemas terrestres não tripulados da 92ª Brigada decidiu fazer, nas palavras da unidade, "o que ninguém tinha feito ainda": retirar o militar com um drone aéreo. O aparelho escolhido foi um hexacóptero pesado da fabricante ucraniana Gurzuf Defence, cedido de graça pela empresa.

Em parceria com a fabricante, a equipe criou uma solução técnica para que o drone, um bombardeiro pesado, conseguisse carregar uma pessoa e se mantivesse estável no ar, sem virar nem balançar demais. Antes da missão, foram feitos testes em áreas cedidas pela Gurzuf Defence. O voo foi pilotado por um operador de drones da própria 30ª Brigada.

Segundo a CBS News, o drone voou quase 40 milhas (cerca de 64 km) em aproximadamente 1h15, enquanto outras unidades ucranianas usavam drones para distrair os militares russos. A preparação levou sete dias, de acordo com a brigada, citada pela emissora. A Gurzuf Defence informou à revista Newsweek que o voo cobriu 62 km, numa missão de mais de uma hora.

Drone pesado desce perto do chão carregando o soldado preso a um suporte, com vegetação ao fundo
Drone pesado desce perto do chão carregando o soldado preso a um suporte, com vegetação ao fundo. Foto: Reprodução/92ª Brigada de Assalto da Ucrânia

Quem é o soldado

A CBS News identificou o militar como Konstantyn Vlasenko, da 30ª Brigada, e informou que ele estava preso numa posição havia quase 500 dias. Uma tentativa anterior de resgatá-lo com um drone terrestre terminou com o robô destruído no caminho, segundo a emissora. À Newsweek, a fabricante disse que o soldado passou 500 dias sozinho na posição.

"É um acontecimento histórico, pelo menos para a nossa unidade, com certeza", afirmou o comandante de esquadra conhecido como Napalm, programador da companhia de sistemas terrestres não tripulados da 92ª Brigada, em nota da unidade.

Militares acompanham a missão em uma sala de controle, diante de telões com mapas e imagens de drones
Militares acompanham a missão em uma sala de controle, diante de telões com mapas e imagens de drones. Foto: Reprodução/92ª Brigada de Assalto da Ucrânia

Uma operação conjunta

Segundo a brigada, o resgate foi resultado do trabalho conjunto da 92ª, da 30ª e da 14ª Brigadas, do 10º Corpo de Exército e da Gurzuf Defence. A própria unidade descreve a missão como inédita no mundo; a CBS News tratou o caso como uma "aparente" primeira vez.

Segundo a brigada, os robôs terrestres já são o meio tradicional de retirar feridos dessas posições. Neste caso, a alta atividade de drones inimigos e o terreno minado tornaram essa opção impossível.

Perguntas frequentes

O que aconteceu?
Um soldado ucraniano ferido foi retirado da linha de frente pendurado em um drone aéreo pesado. A 92ª Brigada de Assalto divulgou o vídeo em 19 de outubro de 2026 e chama a missão de a primeira evacuação aérea da linha de frente do mundo.

Qual drone foi usado?
Um hexacóptero pesado da fabricante ucraniana Gurzuf Defence, cedido de graça e adaptado para carregar uma pessoa. Segundo a CBS News, ele foi feito originalmente para lançar bombas sobre posições russas.

O soldado está bem?
Segundo a 92ª Brigada, ele está em tratamento e reabilitação, e a vida dele não corre mais risco.

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