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Já foram 5 ataques e planos para matar Trump: relembre os casos desde 2024

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Um homem do Kansas foi acusado na Justiça federal de ameaçar a vida do presidente Donald Trump em comentários no Facebook antes da visita de Trump à região de Wichita, na segunda-feira, 19 de outubro de 2026. Ameaça não é tentativa, mas o caso lembra quantas vezes Trump já esteve na mira: desde 2024, foram cinco ataques e planos para matá-lo apontados pelo FBI ou pela Justiça federal, além de dois casos que seguem sob suspeita.

Segundo a Procuradoria Federal do Distrito do Kansas, Jaden J. Read, de 24 anos, morador de Clearwater, foi preso no sábado, 17, dia em que a denúncia foi apresentada. Uma dica ao Crime Stoppers, na quinta-feira, 15, levou as autoridades aos comentários, feitos em reportagens das emissoras KAKE e KWCH sobre a visita do presidente. Num deles, segundo a Procuradoria, ele escreveu: "Vamos atirar no Trump, honestamente, cadê o nosso atirador?". Em outro, publicou: "Sei onde vai ser o seu discurso. Já mapeei os telhados ao redor."

"Violência política e ameaças de violência política não serão toleradas", disse o procurador federal Ryan A. Kriegshauser. Read segue sob custódia federal até a audiência sobre a prisão. O caso foi investigado pelo Serviço Secreto, pelo US Marshals, pelo Departamento de Investigação do Kansas, pela Patrulha Rodoviária do Kansas e pela polícia de Wichita. A Procuradoria lembra que a denúncia é só uma alegação e que todo réu é presumido inocente. O comunicado não cita advogado de defesa, e a TV Connect USA não localizou a defesa de Read. A lei federal prevê até cinco anos de prisão, além de multa, para quem ameaça o presidente.

Butler, Pensilvânia: tiros em comício

Em 13 de julho de 2024, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, atirou durante um comício de Trump, então candidato, em Butler, na Pensilvânia. Os tiros partiram de um prédio fora do perímetro de segurança do evento, segundo o FBI, que chamou o caso de tentativa de assassinato. Trump foi atingido na orelha, como ele mesmo relatou nas redes sociais. Corey Comperatore, que estava no comício, morreu, e outros dois homens ficaram gravemente feridos. Um atirador de elite do Serviço Secreto matou Crooks.

Segundo o FBI, ele agiu sozinho, sem ajuda de ninguém dentro ou fora dos EUA. A direção do órgão disse que não há motivo identificado.

Fuzil semiautomático preto recuperado pelo FBI no local dos tiros em Butler, fotografado sobre fundo branco ao lado de uma régua
Fuzil semiautomático preto recuperado pelo FBI no local dos tiros em Butler, fotografado sobre fundo branco ao lado de uma régua. Foto: FBI, via Wikimedia Commons (domínio público)

West Palm Beach, Flórida: fuzil no campo de golfe

Em 15 de setembro de 2024, Ryan Routh mirou um fuzil através da vegetação enquanto Trump, então candidato, jogava golfe em West Palm Beach, na Flórida. Um agente do Serviço Secreto viu o cano da arma na cerca do campo e atirou na direção dele; Routh fugiu e foi parado pela polícia num condado vizinho. Segundo as autoridades, ele não disparou e não tinha Trump na linha de visão.

Routh foi condenado em setembro de 2025 por cinco crimes federais, entre eles tentativa de assassinar um candidato à Presidência. Na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, foi sentenciado à prisão perpétua, mais sete anos.

Mochila pendurada numa cerca e fuzil no chão, entre folhas secas, no local onde Ryan Routh se escondia
Mochila pendurada numa cerca e fuzil no chão, entre folhas secas, no local onde Ryan Routh se escondia. Foto: Distrito Sul da Flórida/Justiça Federal dos EUA, via Wikimedia Commons (domínio público)

Os planos ligados ao Irã

O paquistanês Asif Merchant, descrito pelo Departamento de Justiça como agente de inteligência iraniano, chegou aos EUA em abril de 2024. Em junho, encontrou-se em Nova York com supostos matadores de aluguel, que na verdade eram agentes infiltrados, e foi preso em julho, antes de deixar o país. Em 6 de março de 2026, um júri federal o condenou por terrorismo e assassinato por encomenda; ele pode pegar prisão perpétua. "Esse homem pisou em solo americano esperando matar o presidente Trump", disse na ocasião a secretária de Justiça, Pam Bondi.

Em 8 de novembro de 2024, o Departamento de Justiça tornou públicas as acusações contra Farhad Shakeri. Segundo o órgão, um oficial da Guarda Revolucionária do Irã o instruiu a desenvolver um plano para vigiar e, por fim, matar Trump. Shakeri teria revelado o plano a agentes do FBI em telefonemas. Ele está foragido e estaria no Irã, segundo a RFE/RL.

Jantar dos correspondentes, Washington

No sábado, 25 de abril de 2026, Cole Tomas Allen, de Torrance, na Califórnia, foi derrubado por agentes ao tentar entrar no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton, onde Trump estava. Segundo a NPR, ele correu cerca de 55 metros, passando por agentes do Serviço Secreto e por um posto de controle, antes de ser contido. Autoridades disseram que ele estava um andar acima do salão do evento.

A promotoria o acusa de tentativa de assassinar o presidente. Segundo a acusação, ele viajava com pelo menos duas armas, e um dos crimes imputados é o disparo de arma de fogo durante crime violento; a AP informou que ele é acusado de disparar uma espingarda. Em maio, uma acusação de agressão a agente foi acrescentada, segundo a Reuters. Somadas, as acusações podem levar à prisão perpétua, de acordo com a NPR. Allen se declarou inocente.

Facas e bainhas apreendidas com Cole Tomas Allen, numeradas e com régua, em imagem de prova
Facas e bainhas apreendidas com Cole Tomas Allen, numeradas e com régua, em imagem de prova. Foto: Departamento de Justiça dos EUA, via Wikimedia Commons (domínio público)

Dois casos sob suspeita

Em dois episódios de 2026, não há confirmação oficial de que o alvo era Trump.

  • Mar-a-Lago, Flórida, 22 de fevereiro: por volta de 1h30, Austin Tucker Martin, de 21 anos, da Carolina do Norte, segundo o FBI, entrou pelo portão norte da propriedade quando outro veículo saía. Ele levava uma espingarda e um galão de gasolina, largou o galão e ergueu a espingarda em posição de tiro; foi morto por dois agentes do Serviço Secreto e um policial do xerifado. Trump estava na Casa Branca. Os investigadores não identificaram o motivo.
  • Casa Branca, 23 de maio: pouco depois das 18h, um homem "tirou uma arma da bolsa" e começou a atirar na região da rua 17 com a Pennsylvania Avenue, perto de um posto de controle, segundo o Serviço Secreto. Agentes revidaram, e ele morreu no hospital. Um pedestre também foi atingido. Trump, que estava na Casa Branca, não foi afetado, segundo o órgão.

Perguntas frequentes

Quantas vezes tentaram matar Trump?
Desde 2024, o FBI ou a Justiça federal apontaram cinco ataques e planos: Butler e West Palm Beach (2024), dois planos ligados ao Irã (2024) e o jantar dos correspondentes (2026). Em outros dois casos de 2026, em Mar-a-Lago e perto da Casa Branca, não há confirmação oficial de que Trump era o alvo.

O que aconteceu com os acusados?
Crooks foi morto no local. Routh foi condenado à prisão perpétua. Merchant foi condenado em março de 2026. Shakeri está foragido. Allen se declarou inocente.

Qual é a pena para quem ameaça o presidente dos EUA?
Pela lei federal, até cinco anos de prisão, além de multa.

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