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Malévola Alves é liberada após pagar fiança no Egito; volta ao Brasil ainda não tem data

2 min de leitura
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A influenciadora brasileira Malévola Alves, de 22 anos, e a amiga Bruna Mercatelli foram liberadas nesta quarta-feira (21) no Egito, depois do pagamento de fiança. A soltura foi confirmada pela defesa e pela assessoria da influenciadora.

As duas tinham sido levadas a uma delegacia em Alexandria, no norte do país, na terça-feira (20). Antes de ficar sem celular, Malévola contou aos seguidores que os passaportes tinham sido retidos e que os policiais fizeram perguntas sobre a identidade de gênero das duas.

O que dizem as autoridades

O Ministério do Interior do Egito confirmou a detenção em publicação nas redes. Segundo o governo egípcio, vídeos gravados em pontos turísticos mostrariam as duas fazendo o que as autoridades chamaram de "exibição pornográfica", com insinuações sexuais e assédio a pedestres. O caso foi encaminhado à Promotoria.

Até agora, são acusações das autoridades egípcias: não houve julgamento, e não há confirmação de que a identidade de gênero das duas faça parte da acusação.

Embarque sem confirmação

Na tarde desta quarta-feira, Larissa Maia, amiga das duas, publicou nas redes uma foto dentro de um avião e disse estar com Malévola e Bruna a caminho do Brasil, segundo o Metrópoles. À revista Quem, o advogado Jonatha Carvalho Matos negou que ela já tivesse embarcado e disse que a defesa ainda confirmava se haveria alguma medida restritiva para a saída do Egito. Se não houver, segundo ele, as duas voltam imediatamente; se houver, a defesa vai buscar uma decisão judicial para garantir o embarque. A assessoria disse ao Metrópoles não ter informação sobre se elas já estão a caminho.

Processo continua

A liberação não encerra a investigação, e as duas vão responder ao processo em liberdade. Em nota, o Itamaraty informou que acompanha o caso, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, desde a noite de terça-feira (20) e presta assistência consular. A defesa afirmou ao Metrópoles que não foi procurada pelo ministério durante a negociação da soltura.

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