Família de Orlando da menina de 9 anos assassinada diz que os ‘Alertas YaYa’ poderiam salvar vidas

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Subtítulo: Proposta na Flórida cria alerta imediato para escolas e centros infantis em raio de 5 km quando houver ameaça ativa, como atirador à solta

Tragédia em Pine Hills vira pauta de segurança pública

Um tiroteio em 22 de fevereiro de 2023, em Pine Hills, Orlando, deixou três mortos — entre eles a menina T’Yonna Major, de 9 anos — e reacendeu a pressão por um sistema de alerta emergencial voltado a escolas e creches. A proposta, apelidada de “YaYa Alerts” em homenagem ao apelido de T’Yonna, ganhou força com a mobilização da família e de lideranças comunitárias.

Naquele dia, T’Yonna foi baleada fatalmente e sua mãe, Brandi Major, ficou ferida. O repórter Dylan Lyons, da Spectrum News 13, também foi morto; o cinegrafista Jesse Walden ficou gravemente ferido. A tia de T’Yonna, Angel Grantley — uma das vozes do movimento “T’Yonna Strong” contra a violência armada — defende que um sistema de avisos em tempo real poderia evitar novos desfechos trágicos.

“Podemos interromper o efeito dominó. Quando um crime acontece e o alarme dispara, escolas, centros comunitários e creches precisam ser avisados imediatamente”, disse Grantley, pedindo que moradores contatem seus representantes estaduais a favor do projeto.

Como funcionariam os “YaYa Alerts”

Os projetos HB 715 e SB 814, formalmente chamados de “School and Child Care Facility Emergency Alerts”, preveem que, diante de uma ameaça iminente — como um atirador à solta — as autoridades possam acionar um alerta para escolas públicas e privadas e creches em um raio de até três milhas (cerca de 5 km), orientando o bloqueio imediato (lockdown).

A proposta busca preencher uma lacuna histórica: em operações policiais de alto risco, escolas públicas costumam ser notificadas via distritos escolares, enquanto muitas instituições privadas e creches ficam sem informação. Em um caso amplamente lembrado em Orlando — a caçada ao condenado Markeith Lloyd, em 2017 — 26 escolas públicas entraram em lockdown, mas 37 escolas privadas e creches na área não receberam aviso direto da polícia, segundo investigação da WESH 2.

O congressista Maxwell Frost, que se uniu ao grupo em coletiva, afirmou que o sistema é essencial para reagir mais rápido a atiradores ativos e outras emergências. Ele destacou a disparidade entre bairros: comunidades com menos recursos tendem a ter menos mecanismos de alerta do que áreas mais ricas. “Todos merecem estar seguros”, disse.

Tentativas anteriores e cenário atual

Em 2018, o então senador estadual David Simmons apresentou um projeto semelhante após as reportagens sobre o caso Lloyd, defendendo a importância de um protocolo de emergência unificado. A iniciativa não avançou. Agora, aliados da família de T’Yonna acreditam que a comoção após o crime pode impulsionar a aprovação.

Enquanto os legisladores avaliam os textos, o suspeito Keith Moses tem julgamento previsto para setembro, por assassinatos e tentativas de assassinato ligados ao ataque de 2023.

Para brasileiros na Flórida — especialmente famílias com crianças em idade escolar e profissionais de educação infantil — a medida pode significar protocolos mais claros, respostas coordenadas e menos zonas de sombra entre redes públicas e privadas. Se aprovada, a tecnologia deve padronizar o fluxo de comunicação, reduzir tempo de reação e apoiar decisões rápidas de lockdown, com impacto direto na segurança do entorno.

Pontos-chave:
– O que é: alerta oficial a escolas e creches em até 3 milhas diante de ameaça ativa.
– Quem aciona: forças de segurança locais, após determinação de ameaça iminente.
– Objetivo: fechar lacuna de comunicação, incluindo instituições privadas e daycare centers.
– Próximos passos: tramitação dos projetos HB 715 e SB 814 na Flórida.

A família Major e organizações locais seguem mobilizando a comunidade para pressionar legisladores. A expectativa é que um protocolo claro, simples e abrangente ajude a evitar novas tragédias.

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