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Um acidente com um avião de carga que realizava voos para a Amazon deixou ao menos cinco pessoas mortas no Aeroporto Internacional de Miami, na tarde de domingo. A aeronave saiu da pista durante o pouso, atingiu vários veículos e pegou fogo, lançando uma densa coluna de fumaça preta sobre a área do aeroporto.
O chefe do Corpo de Bombeiros do Condado de Miami-Dade, Raied "Ray" Jadallah, informou durante coletiva de imprensa no domingo à noite que outras cinco pessoas ficaram feridas. Três delas estão em estado crítico e foram levadas a um centro de trauma, enquanto outras duas foram encaminhadas a um hospital local.
Segundo Jadallah, várias vítimas ficaram presas dentro dos veículos atingidos pelo avião e precisaram ser retiradas pelas equipes de resgate. Socorristas relataram, em áudio captado pelo serviço Broadcastify, que a aeronave estava em chamas no momento do atendimento.
Os pilotos foram removidos do avião e receberam atendimento médico no local, de acordo com comunicações dos socorristas.
Autoridades descartam ameaça à segurança pública
A xerife do Condado de Miami-Dade, Rosie Cordero-Stutz, afirmou durante a coletiva que não há, até o momento, ameaça aparente à segurança pública. A cena, no entanto, permanecia ativa enquanto equipes de resgate contra incêndio respondiam a um vazamento de combustível em andamento.
Um comunicado publicado pelo Corpo de Bombeiros de Miami-Dade na rede social X informou que mais de 60 unidades foram mobilizadas e encontraram o avião já em chamas, com fogo intenso e muita fumaça no local.
Avião pousava vindo de San Juan
Ainda não está claro por que a aeronave não conseguiu parar antes do fim da pista. De acordo com dados do site de rastreamento Flightradar24, o avião ia a quase 130 milhas por hora (cerca de 209 km/h) quando saiu da parte utilizável da pista.
Uma revisão de áudios de controle de tráfego aéreo feita pela CNN mostrou que os pilotos não declararam emergência antes do pouso.
O Boeing 767, com 32 anos de uso, vinha de San Juan, em Porto Rico, e pousou na pista 30, que tem mais de 9.000 pés de extensão, segundo dados da Administração Federal de Aviação (FAA). A aeronave era operada pela 21 Air, companhia de carga com centro de operações em Miami que realiza voos para empresas como Amazon e DHL utilizando aeronaves Boeing 767.
Em comunicado à CNN, a porta-voz da Amazon, Kelly Nantel, disse que a empresa está de coração partido ao saber que cinco pessoas perderam a vida no incidente, e manifestou solidariedade às famílias e a todos os afetados. Segundo o comunicado, a aeronave, operada pela 21 Air, tentava pousar quando o acidente ocorreu, e a Amazon afirmou que está trabalhando junto às autoridades locais para saber mais detalhes e que vai cooperar plenamente com qualquer investigação. A CNN informou ter buscado contato com a 21 Air para comentar o caso.
Investigação e impacto nas operações do aeroporto
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) informou que está reunindo informações sobre o acidente, e a FAA conduzirá a investigação. Segundo a FAA, o voo da 21 Air saiu da pista por volta das 14h no horário local.
Equipes de inspeção não encontraram peças ou destroços da aeronave na pista, mas o avião danificou equipamentos de navegação ao sair do pavimento.
A paralisação de decolagens no aeroporto foi suspensa por volta das 17h, no horário local, mas há atraso programado para as operações até segunda-feira em razão da aeronave ainda desativada na pista, segundo a FAA.
De acordo com dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), saídas de pista, quando aeronaves deixam a faixa de pouso ou decolagem, são o tipo de incidente mais comum envolvendo aviões em todo o mundo. As pistas do Aeroporto Internacional de Miami, como as de muitos outros aeroportos, contam com uma área de segurança destinada a servir de amortecedor em casos como esse.
