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EUA

MTA torra US$ 120 mil com a Amazon enquanto lojinhas de East Harlem fecham

3 min de leitura

A MTA vai gastar até US$ 120 mil para garantir o acesso da Amazon a um centro de distribuição no Bronx durante uma obra. Ao mesmo tempo, pequenos comerciantes de East Harlem, em Manhattan, dizem que a agência se recusa a ajudá-los a sobreviver a transtornos semelhantes provocados por obras do metrô.

O dinheiro vai cobrir custos ligados a uma rota temporária de acesso ao centro de distribuição de 367 mil pés quadrados em Morris Park, segundo documentos da agência. O valor inclui a análise do projeto pela Amazon, um rebaixamento temporário de meio-fio na Marconi Street e a atualização do plano do canteiro junto ao departamento de construções da cidade.

A rota alternativa é necessária porque a MTA vai fechar periodicamente a Bassett Avenue, a única via de entrada e saída do galpão, durante a construção de uma nova entrada de estação do Metro-North e de uma passarela de pedestres, parte do projeto Penn Station Access.

Mas o orçamento de seis dígitos para manter a Amazon funcionando deixou os comerciantes de East Harlem furiosos.

"Uma empresa de um trilhão de dólares eles reembolsam, mas não reembolsam caras como eu, que precisam desse dinheiro?", disse Lu Nicaj, dono da Eagle Tile. "Eles me deixam furioso."

Nicaj afirma que a obra da extensão da linha Second Avenue do metrô eliminou quase 90% do movimento de empreiteiras de que a loja dele depende. Segundo ele, a MTA tomou conta da área de carga e descarga, bloqueou o acesso com barreiras e equipamentos e depois sumiu, após prometer ajuda com o acesso de clientes que retiram pedidos grandes.

"Eu sou uma lojinha de bairro e, de repente, a MTA chega e destrói tudo o que construí nos últimos 35 anos", disse Nicaj. "E mesmo assim eles acham US$ 120 mil para reembolsar a Amazon?"

Ele diz que o mesmo valor permitiria a ele se mudar. "US$ 120 mil me ajudariam a me mudar e realocar", afirmou. "Eu faria isso amanhã."

Solomon Fresh, dono da Go Donut na Second Avenue, perto da East 119th Street, conta que as vendas caíram 70% desde que a obra chegou à porta da loja, quatro meses atrás. Ele diz que a MTA respondeu repetidas vezes que "não pode pagar nada" a ele.

"É muito desrespeitoso", disse Fresh. "Eles simplesmente não se importam com a gente."

Fresh diz que não está pedindo US$ 120 mil, apenas algum alívio enquanto cercas de obra e barulho afastam os clientes. "É assim que eu sustento meu filho", afirmou. "Eles estão dificultando a minha vida e a da minha família."

Os comerciantes já haviam dito ao jornal que a expansão da linha Second Avenue, avaliada em quase US$ 8 bilhões, estreitou calçadas, bloqueou áreas de carga e derrubou o movimento.

A MTA insiste que tem trabalhado com as lojas de East Harlem para atenuar os efeitos da obra. Em nota, a agência disse que seus funcionários estão trabalhando com o departamento de transportes da cidade para "tentar identificar um espaço alternativo de carga e descarga nas proximidades".

As informações são do New York Post.

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