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Um brasileiro teve a deportação dos Estados Unidos ordenada pelo governo americano após ser acusado de criar uma suposta "filial" do Departamento de Segurança Interna (DHS) e vender carteiras de identidade falsificadas do órgão e do FBI. O homem, identificado como Mario Cesar, de 50 anos, está preso desde fevereiro.
Segundo informações do canal de notícias americano Fox News, Cesar prometia aos compradores das carteiras falsas uma espécie de imunidade contra agentes do ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos. O brasileiro chegou ao país em 2016 e permaneceu mesmo depois de o visto vencer.
A prisão aconteceu em fevereiro, no Aeroporto Internacional de Orlando, quando Cesar desembarcava de um voo vindo de Boston.
Esquema envolvia cursos para capelães
De acordo com documentos judiciais citados pela Fox News, Cesar se apresentava como presidente de uma organização chamada Chaplain Emergency Management Agency (CEMA), que ele descrevia como uma agência governamental credenciada, embora não fosse.
Por meio da CEMA, ele oferecia cursos de treinamento para capelães em diferentes regiões do país. Nesses treinamentos, fornecia carteiras de identidade, distintivos e certificados de conclusão de curso que traziam selos de diversos departamentos e agências federais dos Estados Unidos.
A organização também comercializava outros produtos com o símbolo do DHS, como camisas polo, adesivos para carros, jaquetas e porta-crachás, segundo o material judicial.
Pena pode chegar a cinco anos
Conforme o Departamento de Segurança Interna, Cesar deve responder por uso fraudulento de selos governamentais, crime que prevê pena de até cinco anos de prisão nos Estados Unidos.
Além da ordem de deportação, o brasileiro permanece detido enquanto o processo segue seu curso na Justiça americana.
