Nesta matéria
A nave de carga Dragon, da SpaceX, se acoplou sozinha à Estação Espacial Internacional na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, às 10h27 (horário da Costa Leste), com mais de 6.300 libras (cerca de 2,8 toneladas) de comida, suprimentos, equipamentos e experimentos, segundo a NASA. A carga vai de painéis solares a "minicérebros" cultivados em laboratório para estudar doenças.
A Dragon tinha decolado na terça-feira, 13 de outubro, de Cabo Canaveral, na Flórida, num foguete Falcon 9. O lançamento, antes do amanhecer, deixou no céu um rastro luminoso apelidado de "água-viva". É a missão CRS-35, a 35ª de reabastecimento da SpaceX para a NASA, detalhada na visão geral da missão publicada no portal.
Como foi a acoplagem
A Dragon se aproximou por baixo da estação e se encaixou, de forma automática, na porta voltada para o espaço do módulo Harmony, de acordo com a NASA. Com ela, a estação passou a ter cinco naves acopladas: as duas Dragons (a de carga e a da tripulação Crew-13), a russa Soyuz MS-29 e os cargueiros Progress 95 e 96.
Pouco depois da chegada, os astronautas Anil Menon, Jessica Watkins e Luke Delaney, da NASA, e Joshua Kutryk, da Agência Espacial Canadense, abriram a escotilha e começaram a descarregar a nave. Segundo a NASA, as amostras científicas foram transferidas de freezers e incubadoras portáteis para os freezers e as bancadas de pesquisa da estação.

O que a Dragon levou
O item principal é o último conjunto de painéis solares enroláveis da estação, chamados iROSA, que a NASA chama de "roll-out" (painéis que se desenrolam). Os dois painéis viajaram dentro do compartimento externo da Dragon. A instalação vai completar a modernização do sistema de energia: segundo Gaurang Patel, gerente de integração de operações do Programa de Órbita Baixa da NASA, em coletiva no dia 20 de outubro, os painéis "aumentam nossa capacidade de geração de energia em até 30%".
Entre os experimentos citados pela NASA estão:
- equipamento para fabricar retinas artificiais em microgravidade
- modelos 3D de tecido cardíaco para testes de remédios em larga escala
- organoides cerebrais ("minicérebros") que podem revelar alvos de tratamento para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, segundo a NASA
- um estudo sobre como um novo tipo de vidro se forma no espaço
A agência informou também que a tripulação ativaria estudos sobre o crescimento de cristais de proteína, voltados a tratamentos de câncer mais precisos, e sobre a resposta genética de plantas à microgravidade. Segundo a FOX 35 Orlando, a nave levou ainda um mictório dobrável em teste para a missão lunar Artemis III e equipamento para trazer de volta à Terra uma junta defeituosa do braço robótico Canadarm2.

Os próximos passos
O braço robótico Canadarm2, comandado do solo, vai retirá-los e guardá-los temporariamente em plataformas da estrutura da estação. A instalação está prevista para duas caminhadas espaciais de Anil Menon e Joshua Kutryk, em 29 de outubro e 5 de novembro. A NASA reafirmou as datas nos dias 19 e 20 de outubro, enquanto os dois preparavam os trajes e as ferramentas no módulo Quest. Na primeira saída, será a quarta caminhada espacial de Menon e a primeira de Kutryk, que vão instalar um painel no lado esquerdo (bombordo) da estrutura principal da estação. Na segunda, a dupla instala o oitavo e último painel enrolável da estação, no lado direito, segundo a agência.
A Dragon fica acoplada até meados de novembro. Depois, volta à Terra com pesquisas e carga, com pouso no mar na costa da Califórnia.

Perguntas frequentes
Quando a Dragon chegou à Estação Espacial?
Na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, às 10h27 (horário da Costa Leste), no módulo Harmony, segundo a NASA.
O que a nave levou?
Mais de 6.300 libras (cerca de 2,8 toneladas) de comida, suprimentos e equipamentos, o último conjunto de painéis solares iROSA e experimentos com retinas artificiais, tecido cardíaco, organoides cerebrais e vidro, segundo a NASA.
Quando a Dragon volta?
A NASA prevê a saída em meados de novembro, com pouso no mar na costa da Califórnia.
