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Filme de Pierce Brosnan pós-007 vira destaque no Paramount+

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Pierce Brosnan viveu James Bond entre 1995 e 2002, começando com "GoldenEye" e deixando o papel após sete anos no papel do agente 007. Mais de uma década depois de encerrar essa fase, o ator voltou ao universo da espionagem em "The November Man", filme de 2014 que, segundo reportagem da Collider, voltou a chamar atenção por estar entre os títulos mais assistidos do Paramount+ nas últimas semanas.

No longa, dirigido por Roger Donaldson (que já havia trabalhado com Brosnan no filme de desastre "Dante's Peak", de 1997), o ator interage Peter Devereaux, um ex-assassino da CIA apelidado de "The November Man" porque, como diz a história, "depois que você passa, nada sobrevive". Ele é tirado da aposentadoria para resgatar alguém do seu passado, que detém informações ligadas a crimes de guerra de um candidato à presidência da Rússia.

Quando a missão dá errado, Devereaux precisa proteger uma testemunha fundamental, Alice, vivida por Olga Kurylenko, para desvendar uma trama de conspirações. No caminho, ele enfrenta seu antigo pupilo, David Mason, interpretado por Luke Bracey, que se tornou mais implacável do que o próprio Devereaux pretendia ao treiná-lo.

Uma ponte com o universo Bond

A escalação de Kurylenko reforça a conexão do filme com a franquia 007: a atriz ucraniana ganhou projeção internacional ao interpretar Camille Montes em "007: Quantum of Solace" (2008), ao lado de Daniel Craig. Para a Collider, porém, o interesse de "The November Man" está menos nas semelhanças com Bond e mais nas diferenças entre Devereaux e o espião mais famoso do cinema.

Segundo a reportagem, a versão de Brosnan para James Bond combinava o bom humor de Roger Moore com a intensidade física de Sean Connery, mas mantinha o agente sempre inabalável, sem espaço para erros. Devereaux é construído de outra maneira: um homem marcado pelo peso de uma vida de violência, cheio de arrependimentos, que abandona o próprio protegido ao vê-lo romper um código pessoal.

Em uma cena destacada pela Collider, Devereaux aponta uma arma para alguém próximo a Mason, em um gesto que parece brutalidade gratuita, mas se revela uma lição. "Você pode ser humano ou um matador de humanos, mas não as duas coisas. Eventualmente, um desses lados vai apagar o outro", diz ele ao ex-aluno, segundo o relato do site. É esse tipo de cansaço e vulnerabilidade, aponta a reportagem, que o 007 nunca poderia demonstrar.

Uma carreira além do agente secreto

A Collider lembra que o período de Brosnan como James Bond representa apenas sete anos de uma carreira de quatro décadas. Desde então, o ator assumiu papéis bem distantes da imagem clássica do espião elegante, como o interesse amoroso musical de Meryl Streep em "Mamma Mia!", o Doutor Destino em "Adão Negro" e o chefe de uma gangue implacável na série "MobLand".

Para a publicação, "The November Man" marcou o momento em que Brosnan voltou ao gênero de espionagem sem repetir a fórmula do passado, entregando um personagem áspero e desgastado pela própria trajetória. Embora uma sequência do filme tenha sido engavetada, segundo a Collider, a repercussão atual no streaming reacende o interesse por essa fase menos lembrada da carreira do ator.

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