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Uma falha de software atrapalhou o início do GP do Bahrein, disputado no domingo (4) no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia. O problema atingiu dez carros ainda na volta de apresentação, provocando perda de potência em baixa velocidade e obrigando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a interromper o procedimento de largada.
Lewis Hamilton, da Ferrari, foi o primeiro a reportar a pane pelo rádio, avisando que o acelerador do carro não respondia. Outros pilotos, como Esteban Ocon (Haas) e Valtteri Bottas, também ficaram parados na reta principal, em cenas que mostraram a dimensão do problema.
Além deles, Gabriel Bortoleto, Nico Hulkenberg, Charles Leclerc, Max Verstappen, Isack Hadjar, Oliver Bearman e Sergio Pérez foram afetados pela falha. Todos conseguiram retornar aos boxes e largar depois que o sistema foi corrigido. Verstappen ironizou o episódio ao comentar, segundo relato dos pilotos, que a situação não ocorreria "se estivéssemos com moto V8".
O que causou o problema, segundo a FIA
Em comunicado, a FIA explicou que a falha resultou de uma combinação de fatores: baixa velocidade do motor, pouca aderência na pista, configurações de gerenciamento de energia pensadas para condições de chuva e características específicas dos setores do circuito de Sepang. Segundo a entidade, o sistema elétrico da unidade de potência teve um comportamento inesperado diante dessa combinação.
"Na volta de aquecimento antes do Grande Prêmio do Bahrein na Malásia, uma combinação sem precedentes de baixa velocidade do motor, condições de pouca aderência, configurações de gerenciamento de energia para corridas com chuva e as configurações dos setores do circuito de Sepang levaram a uma perda de potência não intencional para alguns carros", informou a FIA.
Durante a interrupção, a FIA distribuiu uma atualização de software para todas as equipes. Segundo a entidade, o Departamento Técnico removeu a restrição de limite de energia nos setores afetados por meio desse novo lançamento, permitindo que as equipes fizessem os ajustes necessários nas unidades de potência antes do início efetivo da corrida.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, isentou as equipes de qualquer responsabilidade pelo ocorrido. "Não foi culpa das equipes. Há configurações especiais no software para condições de chuva por segurança, para prevenir picos de potência. Houve um erro no software e isso fez com que alguns carros, quando estavam em uma velocidade muito baixa, não pudessem voltar a acelerar", afirmou.
A FIA ainda destacou que o problema não havia aparecido em testes anteriores nem nas voltas de formação para o grid, e anunciou que fará uma revisão completa do caso em conjunto com as equipes e as fornecedoras de motores para evitar que o episódio se repita.
Corrida atrasada e pista molhada
A largada, originalmente prevista para 4h40 no horário de Brasília, só aconteceu às 5h33, quase uma hora depois do programado. Com a pista molhada, os pilotos encararam condições distintas de aderência: Hamilton optou por pneus macios, enquanto rivais diretos preferiram os intermediários. A escolha fez o piloto da Ferrari perder posições no início, mas ele conseguiu recuperar terreno ao longo da prova.
Max Verstappen venceu o GP do Bahrein na Malásia, conquistando sua primeira vitória na temporada 2026 de Fórmula 1. Kimi Antonelli, da Mercedes, completou o pódio em segundo lugar, e Hamilton fechou o top 3.
George Russell, companheiro de equipe de Antonelli na Mercedes, abandonou a corrida após um problema no motor, o que ampliou a vantagem do companheiro na liderança do campeonato.
