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A Fórmula 1 chega a Singapura neste fim de semana para o GP no Circuito Urbano de Marina Bay, e o histórico recente da prova não é animador para quem briga pelo título em 2026. Kimi Antonelli, líder do campeonato, e George Russell, vice-líder, são os favoritos da Mercedes para a corrida, mas os últimos anos mostram que Marina Bay costuma favorecer pilotos fora da briga direta pelo campeonato.
O último piloto a vencer em Singapura e terminar a temporada como campeão foi Lewis Hamilton, em 2018, pela Mercedes. De lá para cá, em todas as edições seguintes da corrida, quem venceu não levou o título naquele ano, e a vitória costuma sair para pilotos com poucos triunfos na temporada ou na carreira.
Russell já entra em desvantagem no fim de semana: o piloto britânico vai perder posições no grid de largada por causa de uma troca de motor em seu carro.
Vitórias recentes vieram de azarões
No ano passado, quem venceu em Marina Bay foi o próprio Russell, mas em um contexto bem diferente do atual. A Mercedes havia vencido apenas duas corridas naquela temporada, e o britânico tinha ido ao pódio só duas vezes nas sete provas anteriores ao GP de Singapura. Foi a quinta vitória da carreira de Russell, que fez a pole position e administrou a liderança até o fim sem sobressaltos.
Em 2024, o vencedor foi Lando Norris, hoje campeão da categoria, mas que à época do GP de Singapura somava apenas duas vitórias na carreira, uma delas conquistada pouco mais de um mês antes. Mesmo assim, Norris dominou a corrida e cruzou a linha de chegada com 20 segundos de vantagem sobre Max Verstappen, que viria a ser tetracampeão naquele ano. A vitória ajudou a McLaren a conquistar o título de construtores depois de 26 anos sem o troféu.
As edições de 2022 e 2023 seguiram o mesmo padrão de surpresas. Em 2022, Max Verstappen liderava o campeonato, mas largou apenas em oitavo em Singapura, enquanto Charles Leclerc fez a pole pela Ferrari. Quem venceu, porém, foi Sergio Pérez, companheiro de Verstappen na Red Bull, que largou em segundo e assumiu a ponta já na primeira volta. Pérez tinha vencido apenas uma corrida naquele ano, e o triunfo em Marina Bay foi o quarto da carreira dele.
Já em 2023, a Red Bull vinha de uma temporada dominante, com 21 vitórias em 22 corridas, mas Singapura foi justamente a exceção. Os dois carros da equipe austríaca sequer entraram no top 10 do grid. Sem a Red Bull na briga, a pole ficou com Carlos Sainz, da Ferrari, que não tinha subido ao pódio naquele ano. O espanhol liderou do início ao fim e venceu, em apenas o segundo triunfo da carreira dele na Fórmula 1.
A última edição antes da pausa da pandemia de Covid-19, em 2019, também teve resultado inesperado. Charles Leclerc largou na liderança, seguido por Hamilton e Sebastian Vettel, mas foi o alemão quem venceu, após superar os dois rivais na janela de pit stop. Vettel, tetracampeão da categoria, não vencia havia mais de um ano, e aquele foi o último de seus 53 triunfos na Fórmula 1.
O que está em jogo em 2026
Se o padrão das últimas corridas se repetir, a Mercedes não venceria em Marina Bay neste domingo. Antonelli e Russell são os únicos pilotos do grid com mais de duas vitórias na temporada: o italiano lidera o campeonato com oito triunfos em 16 provas, enquanto o britânico venceu três vezes.
Desde a volta do recesso de meio de ano da Fórmula 1, em agosto, apenas Norris e Verstappen conseguiram vencer além dos pilotos da Mercedes. Leclerc e Hamilton têm uma vitória cada na temporada e também aparecem como possíveis surpresas para o GP de Singapura.
Entre os pilotos das quatro equipes de ponta (Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull), somente Oscar Piastri e Isack Hadjar ainda não venceram em 2026, sendo que o francês da Red Bull nunca triunfou na Fórmula 1.
O GP de Singapura será disputado neste domingo, às 9h no horário de Brasília, com transmissão da TV Globo e do sportv 3.
