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Hamilton avalia luta pelo título da F1 antes do GP do Azerbaijão

5 min de leitura
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Lewis Hamilton comentou suas chances na luta pelo título na Fórmula 1 antes do GP do Azerbaijão, reconhecendo que a Ferrari precisa de "fins de semana mais limpos" para voltar a brigar de forma consistente pelo campeonato.

O piloto de sete títulos mundiais conquistou sua primeira vitória pela Scuderia em Barcelona, resultado que alimentou especulações sobre uma possível disputa mais forte contra a Mercedes ao longo da temporada. Desde então, porém, a Ferrari não volta ao pódio desde o GP da Bélgica, o que abriu espaço para Lando Norris e Max Verstappen somarem pontos importantes por McLaren e Red Bull, respectivamente.

Hamilton ainda ocupa a terceira posição no campeonato de pilotos, cinco pontos à frente de Norris, mas mais de 100 pontos atrás do líder Kimi Antonelli, da Mercedes.

"Estamos apenas esperando ter alguns fins de semana mais limpos e focar em aproveitar cada corrida, tentando tirar o máximo proveito dela", disse o piloto à imprensa nesta quarta-feira em Baku, sede do GP do Azerbaijão.

"Acho que há pontos positivos para tirar das últimas corridas, só que não tivemos a melhor execução e não conseguimos os melhores resultados. Levamos os pontos positivos adiante e tentamos aprender com as áreas em que não fomos tão bons, mas acredito que podemos melhorar e acho que já melhoramos. Estou animado para este fim de semana", completou.

Diferença para Antonelli preocupa, mas objetivo é segurar segundo lugar

Hamilton detalhou a distância no campeonato para o companheiro de equipe do último ano na Mercedes, hoje seu principal rival pelo título.

"[Antonelli] está 101 pontos à minha frente. Acho que em apenas duas corridas ele ganhou algo como 40 e tantos pontos sobre mim. Temos trabalhado muito duro só para ganhar alguns pontos aqui e ali, então ainda há um longo caminho pela frente", afirmou.

Diante do cenário, o piloto da Ferrari reduziu as expectativas para o restante da temporada. "Acho que o foco para mim é tentar garantir que consigamos manter o segundo lugar, ou, de alguma forma, alcançar a Mercedes no Mundial de Construtores. Acho que isso seria algo notável. Também precisamos pensar em onde estávamos no ano passado e onde chegamos este ano", disse.

Hamilton ponderou que, apesar das dificuldades recentes, a equipe teve conquistas ao longo do ano. "Às vezes parece que é tudo negativo, mas você precisa olhar para os pontos positivos. Estivemos lutando. Tivemos vitórias e pódios. A equipe fez um trabalho incrível trazendo atualizações, então é preciso reconhecer as coisas boas que fizemos este ano, e sei que muita gente foca nos aspectos negativos", declarou.

Sobre a disputa direta com George Russell, companheiro de Antonelli na Mercedes, Hamilton foi cauteloso. "Para mim, de novo, se eu conseguir brigar com o George e de alguma forma ficar à frente dele, o que seria muito difícil porque a Mercedes é a líder, acho que se pudermos, no fim do ano, olhar para trás e ver que ficamos entre os três primeiros, ou até em segundo, seria uma conquista enorme para nós como equipe."

Leclerc evita confirmar penalização de grid em Baku

Um bom resultado no Circuito da Cidade de Baku ajudaria a Ferrari a se aproximar desse objetivo. Hamilton definiu a pista como "uma montanha-russa bem divertida", mas seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, se mostrou mais preocupado com os desafios do traçado.

Leclerc detém o recorde de quatro pole positions no circuito, mas nunca converteu nenhuma delas em vitória. A missão pode ficar ainda mais difícil neste fim de semana caso o monegasco receba uma penalização no grid por usar uma unidade de potência atualizada, algo que ele não quis confirmar.

"O Kimi foi do último ao primeiro lugar [na Itália]", disse Leclerc. "Não sei se isso é realista para nós se tivéssemos que pegar a penalidade. Por enquanto, está no conjunto de motores que podemos usar."

O piloto preferiu não detalhar a estratégia da equipe. "Não vou entrar muito em detalhes sobre o plano de qual motor vamos usar porque isso ainda é algo estratégico para nós. Não queremos revelar isso, mas definitivamente está de volta ao conjunto de motores que podemos usar, então isso é uma coisa boa", explicou.

Leclerc também apontou a classificação como o principal ponto fraco da Ferrari neste momento. "A qualificação é provavelmente onde mais sofremos em termos de desempenho do carro. Se estivermos na frente na qualificação, tenho esperança para a corrida. Antes de pensar nisso, precisamos nos preparar para o fim de semana como deveríamos", disse.

Segundo o piloto, o carro deste ano apresenta muita variação de desempenho de um fim de semana para outro, dependendo da otimização da unidade de potência, fator que deve pesar em Baku. "É uma pista que gosto de guiar e que tem sido boa para mim aos sábados, principalmente, mas as corridas têm sido mais desafiadoras. Espero que possamos consertar isso este ano", finalizou.

Dois pilotos de Fórmula 1 da Ferrari caminham na pista durante o paddock, com o piloto à esquerda acenando para a torcida em dia de evento da categoria
Dois pilotos de Fórmula 1 da Ferrari caminham na pista durante o paddock, com o piloto à esquerda acenando para a torcida em dia de evento da categoria. Foto: Formula 1 Latest News (oficial)
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