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Mundial de judô: Brasil perde favoritos e busca medalha na reta final

4 min de leitura
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A seleção brasileira de judô chega aos últimos dias do Campeonato Mundial, disputado em Baku, no Azerbaijão, ainda sem conquistar nenhuma medalha. Apontado como favorito a três pódios na competição, o Brasil viu dois de seus principais nomes, Rafaela Silva e Daniel Cargnin, ficarem pelo caminho antes de chegar às disputas de medalha.

Restam quatro categorias individuais (duas no masculino e duas no feminino) e a disputa por equipes, marcada para domingo, último dia do torneio. Com os tropeços dos favoritos, o objetivo da delegação mudou: agora, a meta é evitar sair de Baku sem nenhuma medalha.

Favoritos caem, zebras aparecem

O Mundial, classificado como um torneio de "meio de ciclo", tem sido marcado por surpresas. Muitos atletas que tiraram um ano sabático em 2025 voltaram às competições e enfrentam adversários que se destacaram no último ano. Das dez categorias já disputadas até o momento, apenas dois líderes do ranking confirmaram o favoritismo e subiram ao topo do pódio.

Daniel Cargnin, vice-líder do ranking mundial na categoria até 73kg, terminou em quinto lugar após perder a disputa pelo bronze no golden score, a prorrogação do judô. Rafaela Silva, terceira colocada do ranking na categoria até 63kg, foi eliminada logo na estreia pela medalhista olímpica Catherine Pichard.

Nauana Silva, da categoria até 70kg, também ficou perto do pódio. Cotada para a medalha sem ser exatamente favorita, somou três vitórias na campanha, mas viu o bronze escapar em um deslize quando estava em vantagem na luta contra a alemã Giovanna Scoccimarro, que levou a melhor e ficou com a medalha. Nauana encerrou a participação em quinto lugar.

Beatriz Souza e Beatriz Freitas são as apostas

Beatriz Freitas, na categoria até 78kg, é apontada como a principal chance de medalha individual do Brasil. Apesar de ocupar apenas a 13ª posição do ranking, a judoca pegou uma chave considerada acessível e vem mostrando bom nível na competição.

Beatriz Souza, campeã olímpica e 22ª colocada do ranking após uma temporada de altos e baixos, estreia diante de um adversário difícil, a japonesa Akira Sone. Uma eventual vitória na estreia pode embalar a brasileira rumo à medalha, mas ela não está entre as favoritas da categoria.

No masculino, Leonardo Gonçalves, vice-líder do ranking no peso até 100kg, nunca chegou às quartas de final em Olimpíadas ou Mundiais, o que o tira da lista de favoritos apesar da boa colocação no ranking. Já Giovani, conhecido como "Pezão" e também do peso até 100kg, é apontado como a zebra mais improvável: ocupa a 20ª posição do ranking e precisará vencer ao menos dois medalhistas olímpicos para brigar por uma medalha.

Equipes podem ser a grande chance

O último dia de competição, domingo, reserva a disputa por equipes, prova na qual o Brasil conquistou o bronze nas Olimpíadas de Paris 2024. A chave do torneio ainda não foi divulgada, mas essa pode ser a principal chance de pódio da delegação em Baku. França e Japão aparecem como favoritos à prova, enquanto o Brasil é cotado para disputar a medalha de bronze.

Jovens atletas chamam atenção

Mesmo sem repetir o resultado dos nomes mais experientes, atletas jovens da seleção fizeram boas campanhas no torneio. Clarice Ribeiro, de 18 anos, terminou em sétimo lugar na categoria até 48kg. Sarah Souza, de 22 anos, só parou diante da campeã mundial nas oitavas de final da categoria até 57kg. Rafaela Rodrigues, de 19 anos, perdeu para a medalhista olímpica Odette Giufrida na categoria até 52kg.

Com três dias de competição ainda pela frente, sendo dois de disputas individuais e o último dedicado à prova por equipes, o Brasil ainda tem esperança de não terminar o Mundial sem medalhas. Ainda assim, mesmo que o pódio venha nos dias finais, a delegação já projeta um saldo considerado negativo para a competição.

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