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Rebeca Andrade, de 27 anos, chega como favorita à final do salto no Mundial de ginástica artística, em Roterdã, na Holanda, marcada para sábado. Campeã olímpica, a brasileira diz que o maior desafio da competição tem sido controlar o nervosismo, e que busca manter a "cabeça blindada" para voltar a brigar por medalha.
Rebeca retorna a uma grande competição depois de um ano afastada para recuperar corpo e mente do desgaste que acompanhou as quatro medalhas conquistadas nos Jogos de Paris. Estudante de psicologia, ela é há anos uma voz a favor do cuidado com a saúde mental.
"Foi um dia muito bom (na final por equipes), também um dia muito difícil para controlar o nervosismo, deixar a cabeça firme, blindada. É sempre mais complicado dentro da competição", afirmou. Ela disse estar orgulosa e feliz por voltar "sem passar por cima de nada", sentindo cada momento e vencendo desafios que, nas palavras dela, são só dela.
Líder da classificatória, com margem curta
Apesar de erros na trave, Rebeca foi o destaque do salto e liderou a classificatória, superando adversárias que apresentaram saltos de maior valor de dificuldade. Ela somou 14,400 pontos no Yurchenko com dupla pirueta (9,4 de execução) e repetiu a nota na final por equipes.
Para chegar à decisão do aparelho, fez um Lopez como segundo salto e tirou 14,266 (9,466 de execução). Com o bônus de 0,2 por executar saltos de grupos diferentes, ficou com média de 14,533, perto da melhor marca do mundo em 2026: os 14,549 que ela mesma fez no Campeonato Pan-Americano, em junho.
Rivais têm saltos mais difíceis
Duas adversárias ameaçam o tricampeonato mundial de Rebeca. A sul-coreana Yeo Seojeong, medalhista olímpica, foi a segunda colocada, com média de 14,483, e teve a maior nota individual da classificatória: 14,566 em um salto de 5,4 de dificuldade. A americana Claire Pease, terceira colocada, tem o Cheng, de valor 5,6, embora apresente falhas de execução.
Rebeca voltou a treinar o Cheng, seu principal salto, e pode executá-lo pela primeira vez desde os Jogos de Paris 2024. A tendência, porém, é que repita a sequência da classificatória, para priorizar a execução e não queimar etapas no caminho até Los Angeles 2028. O cuidado com o corpo, segundo a reportagem do ge, é uma preocupação da ginasta.
"Que todo mundo termine inteira. Que todo mundo consiga voltar para casa com todos os membros no lugar. E que todo mundo se divirta. Que seja acirrado, mas que saiam felizes", disse.
Agenda das finais
Na sexta-feira, às 14h30 (de Brasília), Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputam a final do individual geral. No sábado, a partir das 9h, Rebeca faz a final do salto. No domingo, também às 9h, Flávia encerra a participação brasileira na final da trave. Os canais sportv transmitem as finais ao vivo.
O Brasil terminou a final por equipes na quinta posição.
