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O Santos decidiu suspender o contrato de patrocínio máster com a Novibet, casa de apostas esportivas que ocupa o espaço principal do uniforme do clube. A medida foi tomada na última terça-feira (29), dias após o Governo Federal publicar uma Medida Provisória que proíbe a publicidade de bets e cassinos online no Brasil.
Segundo o clube, a suspensão não significa o fim da parceria nem configura rescisão contratual. A decisão foi adotada enquanto a diretoria aguarda um desfecho mais claro sobre a situação regulatória das apostas esportivas no país.
A MP que motivou a suspensão ainda não é definitiva. Ela só passa a valer de forma permanente após ser analisada pelo Congresso Nacional, processo que deve se arrastar até depois do segundo turno das eleições.
Clube busca alternativa pontual
Enquanto aguarda os próximos passos da tramitação legislativa, o departamento de marketing do Santos monitora o mercado em busca de oportunidades. Segundo o clube, não está descartada a contratação de um patrocínio pontual para o uniforme nos próximos jogos da equipe comandada pelo técnico Cuca.
Valores do contrato com a Novibet
O acordo entre Santos e Novibet foi firmado em fevereiro deste ano e tem formato de performance, com participação direta do clube nos resultados gerados pela parceria. Pelo contrato, o Santos recebe 25% da movimentação financeira produzida na plataforma de apostas pela base de torcedores e pelos ativos do clube.
Considerando apenas essa fatia variável, a expectativa do Santos era arrecadar cerca de R$ 50 milhões por ano com o patrocínio, valor que poderia ser ainda maior dependendo do desempenho da parceria.
Ao somar o valor fixo do contrato, as bonificações previstas e a participação na receita gerada pela torcida, o acordo poderia chegar a R$ 95 milhões por temporada, sem teto máximo de arrecadação estabelecido. Isso porque o montante total está diretamente atrelado ao engajamento dos torcedores santistas com a plataforma, não havendo limite para esse valor.
A suspensão do contrato com a Novibet ocorre em um momento de incerteza para o mercado de patrocínios esportivos no Brasil, já que diversos clubes do país mantêm acordos semelhantes com casas de apostas e acompanham de perto os desdobramentos da Medida Provisória no Congresso.
