Estudante do ensino médio salva a vida da avó aprendendo CPR por FaceTime com enfermeiros

Paulo Sergio
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Um estudante do ensino médio em upstate New York salvou a vida da avó ao realizar compressões de RCP guiado por enfermeiras via FaceTime. Ryan Long, 14 anos, agiu por cerca de 10 minutos até a chegada da ambulância, depois que a avó, Michelle Hunt, parou de respirar a caminho do hospital.

“Ele usou o que sabia, confiou em si e agiu para salvar a vida da avó”, disse o diretor da Beekmantown Middle School, Duffy Nelson. Pela coragem, Ryan recebeu o Eagle of Excellence Award, honraria inaugural do distrito escolar, e o título de “Healthcare Hero” do Champlain Valley Physicians Hospital, em reconhecimento ao ocorrido no dia 30 de dezembro.

“Ele é meu salvador vivo”, disse Michelle. “Meu anjo vivo.”

Emergência em casa e socorro à distância

O dia começou normal, até Michelle passar mal. A família decidiu ir ao pronto-socorro, mas antes de sair, ela parou de respirar. Do outro lado da linha, o avô, Charlie Hunt, já a caminho do hospital, colocou Ryan em contato por vídeo com enfermeiras locais. “Ouvi um garoto gritando na sala de espera e um homem dizendo: ‘Comece a RCP’”, relatou a enfermeira Linda Dumbuya, que correu para orientar o adolescente pelo FaceTime.

Com instruções claras e encorajamento constante — “Você consegue, continue” — Ryan iniciou as compressões torácicas. Foram quase 10 minutos de ritmo contínuo até as equipes de emergência chegarem e assumirem o atendimento. Segundo os profissionais, a ação rápida foi decisiva para a sobrevivência de Michelle.

“Estou muito orgulhosa dele. Muito grata”, disse a avó.

RCP: o que fazer em uma parada cardíaca

Após o caso, colegas de Ryan tiveram aula prática de RCP com enfermeiros e paramédicos locais. Profissionais reforçaram o protocolo básico para leigos:
– Ligue para o 911 (nos EUA) antes de iniciar as compressões.
– Inicie RCP apenas com as mãos: posicione as mãos no centro do tórax e comprima com força e rapidez.
– Use a música Stayin’ Alive (Bee Gees) como referência de ritmo — cerca de 100 a 120 compressões por minuto.
– Não interrompa até a chegada dos socorristas ou até a vítima retomar a respiração.

Para brasileiros que vivem ou viajam pelos EUA, conhecer RCP pode fazer diferença em emergências domésticas, em parques, academias e locais públicos. Cursos estão disponíveis em hospitais, bombeiros e organizações como a American Heart Association, com turmas rápidas e certificação.

O caso de Ryan destaca como preparo básico e sangue-frio salvam vidas — mesmo à distância, com orientação por vídeo. Em situações de parada cardíaca, segundos contam. Agir rápido, chamar ajuda e manter as compressões no ritmo correto aumentam significativamente as chances de sobrevivência.

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