A Casa Branca mudou de cara no segundo mandato do presidente Donald Trump. Como é tradição, cada líder imprime seu estilo na residência oficial, mas as alterações desta vez chamam atenção — dentro e fora do prédio. Uma série de fotos interativas produzidas pela equipe Get the Facts Data Team destaca o que foi modificado e onde as mudanças são mais visíveis.
Obras no East Wing e novas estruturas externas
A intervenção mais polêmica é a demolição parcial do East Wing. Nas imagens comparativas, a vista a partir do Monumento a Washington em setembro de 2024 mostra, de um lado, o prédio antes da obra e, do outro, o canteiro de construção em curso. Segundo a Casa Branca, o projeto começou em setembro e tem previsão de conclusão “bem antes do fim do mandato do presidente”.
Duas bandeiras passaram a dominar o horizonte do endereço mais famoso de Washington: foram instalados dois mastros de 88 pés (cerca de 27 metros) a pedido do presidente, um de cada lado da fachada principal.
Ouro em destaque: Oval Office, Salão do Gabinete e Colunata Oeste
No interior, as mudanças incluem repinturas, troca de móveis e novos elementos decorativos. A área diante da lareira, tradicional ponto de encontro com líderes estrangeiros, ganhou peças adicionais com acabamento dourado.
As portas que ligam o Salão Oval ao exterior agora exibem detalhes em dourado e um letreiro grande ao lado, no mesmo padrão de outros sinais instalados no complexo. A Sala do Gabinete foi remodelada com a mesma linguagem visual, reforçando o uso de acentos dourados.
A Colunata Oeste, corredor aberto que conecta a residência ao West Wing, também recebeu detalhes em dourado e um “passeio da fama presidencial”, com retratos de ex-presidentes dos Estados Unidos. As placas referentes a Barack Obama e Joe Biden geraram críticas de opositores e de checadores independentes, que apontaram desinformação ao descrever partes de suas administrações.
Rose Garden com cara de resort
O Rose Garden — espaço histórico usado para anúncios oficiais e cerimônias — foi convertido em um pátio ao ar livre com mesas e guarda-sóis. O desenho, segundo as descrições, é inspirado no resort Mar-a-Lago, propriedade do presidente na Flórida.
Por que importa
– Mudanças no complexo da Casa Branca costumam refletir prioridades políticas, estilo pessoal e estratégias de comunicação de cada governo.
– Intervenções estruturais, como a do East Wing, têm impacto logístico e simbólico, além de gerar debate público sobre custo, necessidade e preservação histórica.
– A adoção de elementos visuais marcantes — como mastros altos, letreiros e acentos dourados — altera a iconografia do local mais fotografado da política americana.
As fotos interativas permitem comparar antes e depois dos principais pontos e observar com precisão o que foi alterado em 2024 e no início do segundo mandato. A Casa Branca afirma que as obras no East Wing serão concluídas com folga dentro do cronograma do mandato.
