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Milhares de famílias judias tiram filhos de escolas públicas de NY após onda de antissemitismo

2 min de leitura

Uma onda silenciosa está esvaziando as escolas públicas de Nova York de alunos judeus. Três anos após o ataque terrorista do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, milhares de famílias trocaram a rede pública por yeshivas e escolas judaicas, em meio a uma escalada de incidentes antissemitas dentro das salas de aula.

Levantamento do jornal New York Post mostrou que, desde o ataque, o número de famílias que optou por escolas judaicas cresceu de forma contínua. Um relatório da Teach Coalition apontou que a matrícula em escolas judaicas do estado subiu quase 2 por cento, cerca de 3,1 mil alunos, só no ano letivo de 2025 a 2026, concentrada na cidade de Nova York e em cidades do interior como Monsey. Entre 2022 e 2025, a alta acumulada foi de 4,2 por cento, mais que o dobro do crescimento de 1,8 por cento registrado entre 2019 e 2022.

A rede Prizmah, que reúne 300 escolas judaicas nos Estados Unidos e no Canadá, apontou em pesquisa que 60 por cento dos pais que matricularam os filhos em suas escolas disseram que não o teriam feito sem a guerra, e mais da metade relatou ter deixado a rede pública.

O catalisador mais recente, segundo o jornal, é o caso do professor Damien Neva, da rede pública do Brooklyn, investigado após supostamente escrever "Long live Yahya al-Sinwar" em um grupo de conversa, em referência ao líder do Hamas morto em 2024. Em setembro, o professor George Trim, da escola IS 181 em Bath Beach, foi acusado de espalhar teorias conspiratórias antissemitas sobre os ataques de 11 de Setembro.

Um relatório de julho do sindicato United Jewish Teachers registrou pelo menos 250 incidentes antissemitas ou anti israelenses dentro do sistema de escolas públicas da cidade desde o ataque de 2023.

As informações são do New York Post.

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