Mulher grávida atacada com um bastão ao sair do trabalho

Gabriel Piziolo
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Uma mulher grávida foi atacada com um taco de beisebol ao sair do trabalho em Racine, Wisconsin, na manhã de quinta-feira (por volta das 7h). A vítima, identificada como Gheonna Lacy, havia acabado de concluir o turno da madrugada como cuidadora em uma casa assistencial quando foi surpreendida por dois agressores encapuzados no estacionamento. Ela e o bebê foram hospitalizados; o estado do feto é estável, segundo atualização de sexta-feira.

Imagens de uma campainha com câmera registraram dois suspeitos, um deles carregando um taco de beisebol, correndo em direção ao local onde Lacy havia estacionado. O vídeo capta gritos e o som de golpes do taco. Em entrevista do leito hospitalar à WISN (afiliada da Hearst), Lacy descreveu a agressão: “Me derrubaram imediatamente. Começaram a bater com o taco e a me chutar.”

Ataque direcionado e investigação em curso

Lacy, mãe de duas crianças e grávida do terceiro filho, afirmou ter tentado proteger o abdômen durante as agressões, dizendo que os golpes miravam sua barriga. Ela disse reconhecer a mulher que a atacou como alguém que a perseguia por uma disputa de relacionamento; o homem que a acompanhava não foi identificado por Lacy. Após alguns minutos, os suspeitos fugiram. Ferida, a vítima conseguiu rastejar até um local seguro e chamar o 911.

A unidade de crimes violentos da polícia de Racine investiga o caso. Até a noite de sexta-feira, não havia prisões. As autoridades pedem que qualquer pessoa com informações entre em contato com o departamento de polícia local.

Amigos e familiares criaram uma campanha online para ajudar nos custos médicos de Lacy. Aos 911 e serviços de emergência, a prioridade foi estabilizar a paciente e o bebê. Segundo relato da melhor amiga, Jenna Hunter, que vive no Texas, a família está em choque: “Nunca imaginei algo assim com ela, ainda mais grávida. Ela é uma mãe dedicada, ou está no trabalho ou em casa.”

Contexto: segurança em turnos noturnos e orientações

O ataque ocorreu na troca de turno, momento recorrente de vulnerabilidade em estacionamentos pouco movimentados. Profissionais que trabalham de madrugada nos EUA — especialmente em saúde, assistência social e varejo — costumam enfrentar riscos maiores em áreas externas de locais de trabalho, com menor fluxo de pessoas e iluminação limitada.

Autoridades de segurança recomendam:
– Estacionar em áreas bem iluminadas e próximas a entradas.
– Solicitar escolta de segurança ao sair para o estacionamento quando disponível.
– Evitar trajetos sozinhos em horários de menor movimento.
– Reportar imediatamente qualquer comportamento de perseguição ou ameaça.

Impacto para a comunidade brasileira

O caso mobiliza atenção para brasileiros que vivem e trabalham nos EUA em turnos noturnos, especialmente em setores como cuidados domiciliares, casas assistenciais e limpeza. É essencial verificar se o empregador oferece medidas de segurança (iluminação externa adequada, câmeras funcionais, acompanhamento até o carro) e conhecer os canais locais para denúncia de perseguição e violência.

A polícia de Racine segue buscando informações. Quem tiver pistas deve contatar o departamento local. Amigos de Lacy organizam doações para despesas médicas por meio de uma vaquinha online.

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