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iPhones novos, perfumes franceses e outros produtos importados boiando no mar: segundo o jornal britânico The Telegraph, foi isso que centenas de pescadores e barqueiros iranianos recolheram no Estreito de Ormuz depois do naufrágio do navio porta-contêineres GFS Pride, de bandeira de Singapura, na quarta-feira, 14 de outubro de 2026. Vídeos publicados nas redes sociais mostram dezenas de barcos pequenos entre contêineres e caixas espalhados pela água.
O conteúdo exato da carga não foi confirmado de forma independente. O jornal The National, dos Emirados Árabes Unidos, registrou que imagens geradas por inteligência artificial, com supostos milhares de iPhones na água, também circularam nas redes. Os 21 tripulantes foram retirados sem ferimentos.
O que aconteceu com o navio
De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA), o GFS Pride foi atingido em 13 de outubro ao atravessar o estreito, pegou fogo e afundou. Outro navio da mesma empresa, o GFS Giselle, foi atingido no dia seguinte e teve danos no casco; os 22 tripulantes estão bem. A MPA atribuiu os ataques a "projéteis desconhecidos".
Imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, feitas em 14 de outubro, mostram contêineres espalhados e uma pequena mancha de óleo no local.

Mina ou projétil: as versões
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em nota divulgada pela agência Tasnim em 14 de outubro, que o navio bateu em uma mina e pegou fogo ao tentar passar por uma rota "não autorizada e perigosa", e que afundou na manhã de quarta-feira, nas águas do sul do estreito, com mais de 2.500 contêineres.
O Comando Central dos EUA (Centcom) dá outra versão. Segundo o comando, o navio, de propriedade cipriota, foi atingido por um projétil iraniano e afundou enquanto era rebocado, depois do incêndio. A empresa de segurança marítima Marisks disse não ver evidência independente de mina.

A guerra no estreito
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou em 28 de fevereiro de 2026. Segundo o Telegraph, o GFS Pride é o terceiro navio perdido na região desde então. Os ataques a embarcações na região bateram recorde em outubro, segundo a NBC News, enquanto os EUA mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos. Em 15 de outubro, a CNN noticiou um plano militar dos EUA contra o Irã.
Do lado iraniano, o comandante naval Habibollah Sayyari disse em 15 de outubro que "o Estreito de Ormuz está fechado" e que a passagem "precisa ser coordenada" com o Irã. Um porta-voz do Exército iraniano afirmou que o estreito será reaberto "se os Estados Unidos deixarem a região". No sábado (17), a Guarda Revolucionária disse que um superpetroleiro bateu em outra mina ao tentar uma rota "não autorizada".
Do lado americano, o porta-voz do Centcom, capitão Tim Hawkins, disse à Fox News que cerca de 97% dos navios que tentaram cruzar o estreito passaram sem ser atingidos. "Ele está aberto, disponível para trânsito", afirmou. Na sexta-feira (16), o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, disse que, segundo a Organização Marítima Internacional, mais de 20 marinheiros civis morreram em ataques iranianos desde fevereiro. Hawkins afirmou que nenhuma importação ou exportação iraniana passa sem autorização dos EUA, exceto navios humanitários.

Perguntas frequentes
Que navio afundou no Estreito de Ormuz?
O GFS Pride, porta-contêineres de bandeira de Singapura, atingido em 13 de outubro de 2026 e afundado em seguida, segundo a autoridade marítima de Singapura.
Havia mesmo iPhones na carga?
Segundo o Telegraph, pescadores recolheram iPhones e perfumes que caíram no mar. O manifesto não foi divulgado e não há confirmação independente.
Quem afundou o navio?
O Centcom diz que foi um projétil iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã diz que o navio bateu em uma mina numa rota não autorizada. Singapura fala em "projéteis desconhecidos".
