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Pedófilo condenado importava plutônio da Rússia e vendia pelo correio

3 min de leitura
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Jacob D. Miller, de 44 anos, morador de South Hadley, em Massachusetts, se declarou culpado por importar ilegalmente materiais radioativos da Rússia e revendê-los a clientes em todos os Estados Unidos. O caso foi anunciado na segunda-feira pelo U.S. Attorney's Office do Distrito de Massachusetts.

Segundo o órgão, Miller comandava um negócio chamado "Collect The Periodic Table", que vendia amostras de elementos químicos diretamente e também por meio da loja online Bonanza. Entre os produtos oferecidos estavam plutônio radioativo e tálio, elemento metálico considerado altamente tóxico.

De acordo com a acusação, Miller vendeu plutônio a cerca de 67 clientes entre 30 de dezembro de 2020 e 31 de março de 2025, enviando o material pelo correio dos Estados Unidos. O tálio, por sua vez, foi vendido a 71 clientes espalhados pelo país.

Condenação anterior e nova busca policial

Miller possuía antecedentes criminais. Em fevereiro de 2004, ele havia sido condenado por posse de pornografia infantil e posse de artefato explosivo, recebendo pena de dois anos e meio de prisão e dez anos de liberdade condicional.

Em abril de 2025, investigadores realizaram uma busca na residência de Miller e encontraram uma caixa com frascos de pólvora explosiva, dezenas de munições e seis armas de fogo, itens que ele possuía ilegalmente por conta da condenação anterior. Na ocasião, também foi localizado mais material de abuso sexual infantil em um laptop e em um celular, que, segundo a investigação, haviam sido acessados até o dia anterior à busca.

Um grande júri indiciou Miller em 17 de abril de 2025, e ele permanece preso desde então.

Acusações e sentença

Miller se declarou culpado das seguintes acusações: posse de munição por pessoa condenada, posse de materiais explosivos por pessoa condenada, importação de material nuclear sem autorização legal, envio de materiais perigosos pelo correio e posse de pornografia infantil.

A sentença foi marcada para 21 de janeiro de 2027, e será proferida pelo juiz federal Mark Mastroianni.

O plutônio é um metal radioativo que pode ser utilizado na fabricação de armas nucleares e representa risco mortal se inalado, ingerido ou em contato com ferimentos. Já o tálio é descrito como um metal pesado extremamente tóxico, sem cheiro ou sabor perceptíveis e de ação lenta sobre o organismo.

As informações do caso foram divulgadas originalmente pelo jornal New York Post.

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