Polícia de Longwood atira em homem armado após chamada de saúde mental em posto de gasolina na Flórida
Um chamado de saúde mental terminou em disparo policial na noite de terça-feira (data local), em Longwood, região metropolitana de Orlando, na Flórida. Segundo a polícia, um homem considerado armado e suicida foi baleado por um agente após não cumprir ordens e realizar um movimento interpretado como ameaça. Ele foi socorrido e deve sobreviver.
Abordagem em posto e tentativa de negociação
De acordo com o Departamento de Polícia de Longwood, a ocorrência começou por volta de 21h11 no endereço 1001 West State Road 434, onde funciona uma loja de conveniência anexa a um posto de gasolina. A chamada relatava um homem armado dentro do local, em aparente crise e com risco de tirar a própria vida.
Equipes chegaram ao ponto e tentaram desescalar a situação, conversando com o homem para que ele se rendesse com segurança. A polícia afirma que, mesmo com as tentativas de diálogo, ele não acatou as ordens e manteve as mãos dentro da cintura, gesto que dificultou a avaliação de risco pelos agentes.
Em determinado momento, segundo a versão oficial, o homem fez um movimento brusco com as mãos, que o policial interpretou como ameaça iminente. O agente então disparou, atingindo o suspeito. Imediatamente após o tiro, os policiais prestaram os primeiros socorros até a chegada do resgate. O ferido foi levado a um hospital da região e seu estado é estável, com expectativa de sobrevivência.
Investigação independente e procedimentos padrão
Como é protocolo na Flórida em incidentes com disparo de arma de fogo por policiais, o caso foi encaminhado ao FDLE (Florida Department of Law Enforcement), que conduz investigação independente para apurar as circunstâncias do ocorrido. A Polícia de Longwood informou que o inquérito interno segue em paralelo e que mais informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações. Não foram divulgados, até o momento, a identidade do homem baleado nem detalhes sobre o policial envolvido.
O episódio destaca uma realidade recorrente nos EUA: chamadas relacionadas à saúde mental que evoluem para situações de alto risco, especialmente quando há suspeita de arma. Para a comunidade, o caso serve de alerta sobre protocolos de resposta, treinos de desescalada e a importância de buscar ajuda especializada quando familiares ou conhecidos apresentam sinais de crise.
Para brasileiros que vivem ou viajam pela região de Orlando e arredores:
– Em situações de emergência, ligue 911. Informe com clareza se há risco de arma e se a pessoa está em crise emocional.
– Se possível, forneça histórico de saúde mental ao atendente, o que pode influenciar a resposta tática.
– Evite aproximação física durante uma crise e aguarde instruções das autoridades.
A investigação do FDLE deve avaliar evidências como imagens de câmeras corporais, depoimentos e registros da chamada. O objetivo é determinar se o uso da força foi justificado diante da ameaça percebida pelo policial. Até a conclusão, o departamento trata o caso como investigação ativa.
