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Trump perde a paciência com repórter da Time em entrevista no Salão Oval

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perdeu a paciência durante uma entrevista concedida à revista Time no Salão Oval nesta semana, reclamando que o repórter só fazia "perguntas negativas" sobre sua gestão.

"Vocês não me fizeram uma única pergunta positiva, porra nenhuma", disse Trump, segundo trecho da entrevista publicado pela Time e reproduzido pela revista Rolling Stone. "Tudo isso. E isso? E aquilo? E aquilo outro? E isso aqui? Tudo negativo."

O momento de irritação ocorreu depois que o repórter perguntou se o senador Mitch McConnell deveria renunciar ao cargo em razão de problemas de saúde. Trump respondeu dizendo que vídeos mostrando McConnell com dificuldades foram uma "decepção para muitos republicanos" e, na sequência, comentou que "o Sleepy Joe deu perdões para todo mundo", em referência ao ex-presidente Joe Biden.

Em seguida, o presidente questionou por que o repórter insistia tanto em perguntas sobre as reformas na Casa Branca e reclamou que não havia sido questionado sobre a Venezuela. O repórter, no entanto, apontou que o tema já havia sido discutido longamente mais cedo na mesma entrevista.

"Eu não entendo. Estou aqui sentado. Eu fiz tudo isso", disse Trump. "Eu peguei a Casa Branca e a deixei bonita de novo."

Reforma da Casa Branca e custo de vida

Questionado sobre como explicaria a quem está com dificuldade para pagar as contas a importância de dedicar tanto tempo e energia às reformas da Casa Branca, Trump descreveu o prédio como "um símbolo da nossa grandeza" e afirmou, de forma incorreta segundo a Rolling Stone, que as obras não geram custo algum para os contribuintes americanos. "Para mim, é relaxante", disse sobre o processo de reforma. Trump não respondeu diretamente sobre a crise do custo de vida no país.

Uma pesquisa da Associated Press-NORC divulgada na quinta-feira mostrou que apenas 17% dos americanos aprovam a forma como Trump tem lidado com essa questão, de acordo com a reportagem.

Críticas à Suprema Corte

Trump também criticou a Suprema Corte, de maioria conservadora, mesmo após uma série de decisões favoráveis ao longo de seu governo. A corte conta com três indicados feitos por ele durante seu primeiro mandato: Neil Gorsuch, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett.

Questionado se se arrepende dessas indicações, Trump respondeu: "Sim. Sim. O que eu posso fazer? Eu os coloquei lá. Eles votaram contra mim com frequência demais. Eu dei a eles a posição de uma vida, e eles votam contra mim com frequência. Eles também votam a meu favor. Os democratas ficam grudados feito cola, esses três quase nunca variam."

Data centers e inteligência artificial

A entrevista ocorreu em meio ao esforço da administração Trump para reforçar seu compromisso com a inteligência artificial, incluindo a promoção repetida de data centers pelo presidente. Questionado se os 71% dos americanos que se opõem à instalação desses centros estão errados, Trump atribuiu a resistência da população à cobertura da imprensa, que classificou como injusta.

Ao mesmo tempo, ele concordou, na prática, com quem não quer data centers perto de casa. "Mas se eu falasse com o povo americano, e se eu tivesse uma imprensa justa, o que eu nunca teria, eu gostaria de ter data centers", disse. "Isso não significa que eu os quero bem do lado da minha casa, mas certamente gosto deles no meu condado. Eles mostram um data center, e eu vou lá do lado da casa de um cara, e eu não gostaria necessariamente disso. Embora a casa dele provavelmente valha muito mais agora."

Segundo a Rolling Stone, o restante da entrevista mostrou um presidente frustrado, isolado em uma realidade própria enquanto enfrenta queda nas pesquisas de opinião às vésperas das eleições de meio de mandato.

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