SpaceX lança 29 satélites Starlink com Falcon 9 na Flórida e reutiliza foguete pela 24ª vez
A SpaceX realizou neste domingo mais um lançamento bem-sucedido do foguete Falcon 9, colocando 29 satélites Starlink em órbita baixa da Terra a partir do Cabo Canaveral, na Flórida. O foguete decolou às 18h31 (horário local) do Space Launch Complex, na Cape Canaveral Space Force Station, reforçando o ritmo acelerado da empresa de Elon Musk em ampliar a constelação de internet via satélite.
O destaque da missão foi a reutilização do primeiro estágio do Falcon 9, que voou pela 24ª vez — um marco na estratégia de redução de custos e aumento de cadência da SpaceX. Após a separação de estágios, o booster pousou de forma autônoma na balsa-drone “A Shortfall of Gravitas”, posicionada no Oceano Atlântico.
Por que isso importa para brasileiros nos EUA
– Internet em áreas remotas: A expansão da Starlink amplia a cobertura de banda larga em regiões rurais e estradas interestaduais, úteis para quem mora fora dos grandes centros ou viaja de motorhome pelo país.
– Redundância e trabalho remoto: Para profissionais que dependem de conexão estável, a rede via satélite pode servir como link principal ou backup em estados com clima severo e quedas de energia.
– Pequenos negócios: Restaurantes, quiosques sazonais e operações móveis podem usar a Starlink para pagamentos e operação de sistemas em locais sem infraestrutura de fibra.
– Educação e mobilidade: Famílias com estudantes e trabalhadores nômades digitais ganham mais opções de conectividade, inclusive em campings e parques nacionais.
A constelação Starlink segue crescendo com lançamentos frequentes a partir da Flórida e da Califórnia. Cada missão adiciona novos satélites que, uma vez em órbita operacional, ajudam a reduzir latência e aumentar capacidade de tráfego. O serviço já está disponível em ampla parte dos EUA continentais, Alasca e Havaí, e vem expandindo planos para veículos recreativos, embarcações e aviação geral.
Reutilização e cadência: o motor do programa
O primeiro estágio que voou neste domingo já havia participado de outras 18 missões Starlink, somando 24 voos no total. A reutilização desse componente — que realiza o pouso vertical na balsa-drone para futuro reemprego — é o diferencial que permite à SpaceX manter uma cadência de lançamentos elevada e custos operacionais mais baixos. Esse ciclo reduz o intervalo entre missões e acelera a colocação de satélites em órbita.
O pouso na “A Shortfall of Gravitas” segue o protocolo-padrão da empresa para missões com retorno no mar. Após a recuperação, o booster passa por inspeção e manutenção para futuras decolagens.
Para quem acompanha a indústria espacial dos EUA, a combinação de frequência de voos, aterrissagens precisas e crescimento da constelação coloca a SpaceX em posição de liderança no mercado de lançamentos comerciais e de serviços de internet via satélite. Para o consumidor final — incluindo a comunidade brasileira nos EUA — o resultado prático é mais oferta de conectividade, concorrência crescente com provedores locais e novas aplicações para vida, trabalho e viagens no país.
Vídeo do lançamento: a SpaceX disponibilizou a transmissão oficial do momento da decolagem e da colocação dos 29 satélites em órbita. A empresa deve divulgar, nas próximas horas, atualizações sobre a saúde dos satélites e a progressão para suas órbitas finais.
