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"Sem cabos. Sem fios. Resfriado 100% a líquido." Foi assim que Jensen Huang, CEO da Nvidia, mostrou o Vera Rubin, a nova geração de computadores da empresa para inteligência artificial, na keynote da conferência GTC Berlim, na quarta-feira (21 de outubro de 2026), no Tempodrom, casa de eventos da capital alemã. No palco, ele puxou uma das bandejas de computação do sistema.
Segundo Huang, o Vera Rubin já está em plena produção. A Nvidia já tinha dito o mesmo em janeiro, no anúncio da plataforma Rubin, quando também afirmou que as bandejas sem cabos permitem montagem e manutenção até 18 vezes mais rápidas que no Blackwell.

De duas horas para menos de 5 minutos
Na geração anterior, montar uma unidade levava duas horas, com "cabos e fios por toda parte" e 80% do resfriamento feito a líquido, disse Huang. Agora, segundo ele, o Vera Rubin é 100% resfriado a líquido e leva menos de 5 minutos para ser montado. "Uma conquista incrível, incrível", afirmou. Para o CEO, isso traz ganhos na fabricação, na confiabilidade e no desempenho.
Os números variam conforme quem fala pela empresa. No blog técnico da Nvidia sobre a plataforma, publicado em janeiro, a companhia diz que a montagem que levava mais de uma hora e meia no Blackwell passou a levar cerca de 5 minutos com o Vera Rubin.
Já o vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Nvidia, Andrew Bell, disse à revista Fast Company, em julho, que a bandeja das gerações GB200 e GB300 levava "de duas a três horas" para ser montada e que, no início da produção, a chance de acertar a montagem na primeira tentativa era de cerca de 20%. Com o Vera Rubin, segundo ele, a primeira montagem dá certo em 95% dos casos.
O que quer dizer "sem cabos"
Segundo o blog técnico da Nvidia, a bandeja de computação do Vera Rubin tem uma arquitetura "sem cabos, sem mangueiras e sem ventoinhas", que elimina muitas conexões manuais que existiam dentro das bandejas anteriores, cabeadas. A empresa afirma que o desenho modular reduz o tempo de manutenção em até 18 vezes.
O "sem cabos" vale para o interior da bandeja. "Nós chamamos de sem cabos, mas na verdade ela tem dois cabos", disse Bell à Fast Company. Segundo a revista, um cabo liga a bandeja à energia, e o outro, à rede.
De acordo com a reportagem, foi o resfriamento 100% a líquido que abriu caminho: sem as ventoinhas, sobrou espaço dentro da bandeja, e a Nvidia conseguiu trocar dezenas de cabos por um conector central (midplane), baseado na tecnologia NVLink da empresa, que liga os componentes entre si.

Onde o Vera Rubin vai rodar
No mesmo dia da keynote, o Google Cloud e a Nvidia anunciaram as instâncias de nuvem A5X, com o sistema Vera Rubin NVL72, segundo o blog oficial da Nvidia. A disponibilidade geral está prevista para novembro, com expansão planejada para a Europa. O Google Cloud pretende chegar a até 960 mil GPUs Rubin, em vários locais.
Ainda segundo a Nvidia, a primeira cliente a ter acesso às instâncias foi a Ineffable Intelligence, empresa de Londres fundada por David Silver, criador do AlphaGo.
A TV Connect também mostrou a parceria da Nvidia com a Cloverleaf, desenvolvedora de data centers.
Perguntas frequentes
O que é o Vera Rubin?
É a nova plataforma da Nvidia para inteligência artificial, que sucede a Blackwell. Na keynote da GTC Berlim, em 21 de outubro de 2026, Jensen Huang disse que ela já está em plena produção.
O computador não tem nenhum cabo?
Tem. O "sem cabos" vale para o interior da bandeja de computação. Segundo a Fast Company, ela ainda tem dois cabos: um de energia e um de rede.
Quanto tempo leva para montar?
Menos de 5 minutos, segundo Huang. O blog técnico da Nvidia fala em cerca de 5 minutos, contra mais de uma hora e meia no Blackwell.
