A construção do centro de treinamento da Florida State Guard em Bunnell, no Condado de Flagler, virou motivo de frustração entre autoridades locais. O projeto, aprovado há anos com previsão de conclusão no ano passado, acumula atrasos e uma disparada de custos que preocupa a equipe do xerife Rick Staly, que planejava usar a estrutura para treinamentos regionais.
Inicialmente orçado em US$ 10 milhões, o complexo agora estaria se aproximando de US$ 25 milhões, segundo Staly. O local escolhido fica próximo à cadeia do condado, com a promessa de abrigar estruturas de instrução para a Guarda Estadual e apoiar treinamentos de forças locais. “Não estamos buscando um Taj Mahal. Queremos um complexo funcional e regional”, disse o xerife.
Obras paradas, prazos indefinidos e avanço da vegetação
De acordo com Staly, a responsabilidade pela execução do projeto é do Florida Department of Management Services (DMS), que teria ficado para trás no cronograma. Houve limpeza inicial do terreno, mas, sem continuidade, a vegetação voltou a crescer e parte do trabalho precisa ser refeito. “Arbustos cresceram desde a limpeza”, relatou.
No momento, o processo de licenças estaria em curso, mas sem um calendário definido para o início da construção. Em vez de execução integral, a compreensão do xerife é que o estado pretende dividir a obra em fases e buscar financiamento adicional ao longo do tempo. Mesmo assim, ele afirma não ter respostas claras sobre quando o canteiro voltará a operar.
“Houve empolgação quando o projeto foi aprovado. Agora é frustrante. Espero que não haja manobras em Tallahassee para matar o projeto”, disse Staly, referindo-se à capital da Flórida. A reportagem entrou em contato com o DMS e ainda aguarda retorno oficial.
Por que isso importa para a comunidade e para brasileiros na Flórida
– Treinamento e segurança pública: O centro seria usado pela Florida State Guard e pelo escritório do xerife para treinamentos táticos e de resposta a emergências. Atrasos podem afetar a capacitação regional, especialmente em desastres naturais, frequentes no estado.
– Impacto orçamentário: O salto estimado de custos — de US$ 10 milhões para quase US$ 25 milhões — pressiona verbas estaduais e pode exigir novos aportes em fases, elevando a incerteza e o tempo de entrega.
– Planejamento local: Para moradores e empresários de Flagler, a obra prometia movimentar a economia, criar empregos temporários e fortalecer a infraestrutura de resposta. A paralisação congela esses efeitos.
– Interesse da comunidade brasileira: Brasileiros que vivem na região ou que trabalham com construção, serviços e contratos públicos podem ser afetados por mudanças no cronograma e no financiamento. Além disso, estruturas de treinamento robustas tendem a apoiar operações de segurança e emergência que impactam toda a população local.
O que esperar
– Faseamento: A tendência é que o projeto avance por etapas, conforme licenças e recursos se confirmem.
– Atualização do DMS: A posição do departamento é crucial para esclarecer prazos, contratos e a origem do aumento de custos.
– Reajuste de cronograma: Mesmo com licenças, o reinício das obras dependerá de disponibilidade orçamentária e definição do escopo final.
Seguiremos acompanhando. Quando o DMS se manifestar, atualizaremos com a versão oficial sobre cronograma, orçamento e execução.

