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Debate na Band: Lula e Flávio divergem sobre relação com os EUA

3 min de leitura
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A relação do Brasil com os Estados Unidos, assunto que interessa diretamente à comunidade brasileira que vive no país, ocupou espaço no terceiro bloco do debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), promovido pela Band neste domingo (18). Os candidatos ao segundo turno apresentaram posições opostas sobre como o próximo governo brasileiro deve se posicionar diante da administração de Donald Trump.

Tarifas: acusações cruzadas

Lula afirmou que a família Bolsonaro pressionou o governo Trump a impor tarifas sobre produtos brasileiros e disse que, mesmo diante dessas tarifas, a economia do país seguiu crescendo. Flávio negou a acusação e declarou que foi aos Estados Unidos justamente para defender empresas e produtos nacionais.

O senador também acusou o governo federal de não ter enviado representantes para fazer essa defesa junto aos americanos. Flávio foi além e disse que Lula tentou impedir que os Estados Unidos classificassem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Minerais críticos e terras raras entram no debate

Outro ponto de atrito foi o controle sobre as reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras, insumos considerados estratégicos para as indústrias de tecnologia e energia. Lula questionou diretamente o adversário sobre a intenção de ampliar o acesso americano a esses recursos, perguntando se Flávio pretende "entregar" as reservas aos Estados Unidos.

Flávio não respondeu de forma direta se eventuais acordos de mineração com os americanos incluiriam transferência de controle sobre essas reservas estratégicas.

Escudo das Américas divide os candidatos

A proposta de adesão ao Escudo das Américas, aliança de segurança regional liderada por Washington, também gerou divergência. Lula classificou a promessa de Flávio de aderir ao mecanismo como uma forma de subordinação da América Latina aos interesses dos Estados Unidos.

Flávio, por sua vez, defendeu a aliança como um instrumento de cooperação contra o narcotráfico, com troca de informações entre países e ações voltadas a cortar o financiamento de facções criminosas. Segundo o senador, o mecanismo envolveria nações como Argentina, Bolívia e países da América Central.

Venezuela, Nicarágua e Argentina também apareceram

A política externa voltou à discussão em outro momento do debate. Ao cobrar do adversário uma posição sobre o modelo econômico adotado pelo presidente argentino Javier Milei, Lula recebeu como resposta uma crítica de Flávio, que citou a proximidade do petista com Daniel Ortega, da Nicarágua, e Nicolás Maduro, da Venezuela.

Brasileiros nos EUA também votam no segundo turno

O segundo turno da eleição presidencial acontece no domingo, dia 25 de outubro. Eleitores brasileiros com título de eleitor registrado no exterior votam para presidente nos locais definidos pelos respectivos consulados. A orientação é verificar com antecedência o local de votação no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou diretamente com o consulado responsável pela jurisdição do eleitor.

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