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O papa Leão XIV não vai precisar de nenhuma outra terapia depois da cirurgia que retirou um câncer do pulmão. Os exames histológicos definitivos e as análises de biologia molecular do material retirado na operação "confirmaram que se tratava de um adenocarcinoma pulmonar e que a doença estava localizada", e uma avaliação oncológica posterior concluiu que "não é necessária nenhuma terapia adicional", segundo a comunicação do médico pessoal do papa, Luigi Carbone, e do cirurgião que o operou, Stefano Margaritora. A nota foi publicada na noite de quarta-feira, 21 de outubro de 2026, pelo Vatican News, o portal oficial de notícias da Santa Sé, às 21h02 no horário de Roma.
No original em italiano, a nota diz que os resultados "hanno confermato che si trattava di un adenocarcinoma polmonare e che la malattia era localizzata" e que "non è necessaria alcuna ulteriore terapia". O papa tinha deixado o Policlínico Gemelli, em Roma, no sábado (17), quatro dias depois da cirurgia. Imagens da saída mostram o papa andando, sorrindo e acenando para a multidão, que o recebeu com aplausos do lado de fora. Já de carro, ao passar pelo portão do hospital, ele respondeu a jornalistas, em inglês: "Much better, thank you" ("Muito melhor, obrigado"), segundo o Vatican News.
A cirurgia
Leão XIV, de 71 anos, nascido em Chicago e primeiro papa dos Estados Unidos, tinha anunciado a operação no Angelus de 11 de outubro. A cirurgia foi feita na tarde de terça-feira, 13 de outubro, no Gemelli. Segundo o boletim médico divulgado naquela noite, a equipe chefiada por Margaritora retirou o lobo inferior do pulmão direito, com técnica videoassistida, e a intervenção durou cerca de 90 minutos. O exame feito durante a operação confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão.
Quatro dias depois da cirurgia, a alta
Na manhã de sábado (17), o Vaticano informou que o papa receberia alta naquele dia, com base nos exames de sangue e no raio-x de tórax feitos pela manhã. Ele deixou o hospital pouco depois das 15h30, no horário de Roma, para voltar ao Vaticano, acompanhado do médico pessoal, segundo o Vatican News. Antes de sair, agradeceu aos funcionários do décimo andar, onde ficou internado, e se despediu de Margaritora.
No mesmo dia, o cirurgião disse à mídia do Vaticano que, na avaliação dele, "não há motivos clínicos" para que o papa não faça a viagem marcada para novembro. Segundo ele, a recuperação física completa leva cerca de duas semanas.

Angelus e primeira audiência
No domingo (18), Leão XIV rezou o Angelus da janela do Palácio Apostólico, diante de mais de 15 mil pessoas na Praça São Pedro, segundo o Vatican News. "Superada esta fase delicada, como vocês sabem, agora vou retomar aos poucos as minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e das orações de vocês", disse. Ele agradeceu aos médicos, enfermeiros e funcionários do Gemelli e afirmou que a experiência o fez sentir de modo especial a proximidade de quem atravessa a doença.
Na quarta-feira (21), o papa fez a primeira audiência geral na Praça São Pedro desde a cirurgia. Antes da catequese, deu a tradicional volta de papamóvel entre os fiéis. "A primeira coisa que eu gostaria de dizer é obrigado, obrigado pelo apoio das orações de vocês", disse. A nota dos médicos saiu na noite do mesmo dia. Nesta quinta-feira (22), o papa recebeu em audiência, no Vaticano, uma delegação do American Jewish Committee e os participantes de um congresso sobre pastoral escolar e universitária, segundo o boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

E a viagem à América Latina?
A viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru está marcada de 6 a 17 de novembro, segundo o roteiro divulgado pelo Vaticano em agosto: Montevidéu, Paysandú e Florida, no Uruguai, de 6 a 8; Buenos Aires, Córdoba e Luján, na Argentina, de 8 a 11; e Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa, no Peru, de 11 a 17. Até a tarde desta quinta-feira (22), no horário de Roma, o Vaticano não tinha anunciado nenhuma mudança no roteiro.
Perguntas frequentes
O papa está curado?
A comunicação dos médicos, divulgada pelo Vatican News em 21 de outubro, não usa a palavra "curado". Ela diz que os exames definitivos confirmaram um adenocarcinoma de pulmão, que a doença estava localizada e que, segundo uma avaliação oncológica posterior, não é necessária nenhuma terapia adicional.
O que foi retirado na cirurgia?
O lobo inferior do pulmão direito, segundo o boletim médico de 13 de outubro.
Quando ele saiu do hospital?
No sábado, 17 de outubro, quatro dias depois da cirurgia.
A viagem de novembro está mantida?
O roteiro oficial prevê a viagem de 6 a 17 de novembro, e o cirurgião disse que não há motivos clínicos para cancelá-la. Até a tarde desta quinta-feira (22), no horário de Roma, o Vaticano não tinha anunciado mudanças.
