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Trabalho, contas, filhos, casa: na correria do dia a dia, muito casal acaba virando só uma dupla que resolve problemas. A psicóloga Aline Rodrigues conversou ao vivo com Vivi Romanelli no Breaking Fast sobre divisão de responsabilidades, sobrecarga e como recuperar a conexão.
Sobreviver em vez de viver
Segundo Aline, se o casal não tomar cuidado, a pressão do dia a dia atropela tanto a relação conjugal quanto a familiar. Muitas vezes, quando a pessoa percebe, já está há um tempo apenas sobrevivendo, porque os problemas são sequenciais. Ela recomenda conversar no dia a dia, como algo natural, sem precisar marcar uma data para isso.
A carga mental
A psicóloga explicou que a sobrecarga não é só a divisão das tarefas de casa. O que pesa muitas vezes é a carga mental: lembrar horários, consultas, prazos, retornos e reuniões da escola, que podem acabar ficando com uma pessoa só. Por isso, vale dizer com clareza quando algo não está bem e quando a pessoa se sente sozinha.
Longe da família, sem rede de apoio
Para quem mora nos Estados Unidos, Aline acredita que a situação pode ser ainda mais difícil, porque existe a adaptação a uma nova cultura, a uma nova língua e a uma nova rotina, além da ausência de uma rede de apoio: com quem deixar o filho, em quem confiar.
Pequenos gestos, uma vez por semana
Segundo a psicóloga, a maioria dos casais tem como recuperar a conexão, desde que os dois queiram. Ela lembra que as pessoas estão em constante evolução e que é preciso conhecer o parceiro que muda com o tempo. A reconexão não exige nada grandioso: são pequenos gestos diários, como conversar olho no olho com o telefone de lado. Para quem diz que não tem tempo, a sugestão é criar pelo menos um momento por semana, um café ou uma caminhada a dois, sem falar de filhos e de finanças, como na época do namoro.
O Breaking Fast vai ao ar de segunda a sexta pela manhã, na TV Connect USA. Leia também: Vanessa Bellini grava nos EUA a segunda temporada do programa Dona, que fala de autoestima, saúde mental e da culpa que muitas mulheres carregam.
