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Um professor de educação especial de uma escola primária de Palm Coast, no nordeste da Flórida, foi preso na quinta-feira (22) acusado de abuso infantil contra um aluno de 6 anos. Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Flagler, Kevin Adkisson, de 52 anos, agarrou o menino pelo braço com tanta força que o corpo dele balançou no ar e, depois, o prendeu contra a parede. A defesa contesta as acusações.
O caso aconteceu na sexta-feira, 16 de outubro, na Wadsworth Elementary, segundo o xerifado. Uma auxiliar de sala que viu a cena avisou a direção na hora. A direção escoltou o professor para fora da escola e avisou os pais do aluno e o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida (DCF).
O que diz a investigação
De acordo com o comunicado do xerifado, dois alunos discutiam por causa de um brinquedo durante a hora livre. Quando outra funcionária tentou intervir, Adkisson arrancou o brinquedo das mãos deles. Segundo a testemunha, ele empurrou um dos alunos, que tentava voltar para a mesa, e o agarrou pelo braço "num movimento brusco", fazendo o corpo da criança balançar no ar. Em seguida, gritou que o menino agia como uma criança de 2 anos e mandou que fosse para o lugar dele.
Abalado, o aluno se enfiou embaixo de uma mesa, chorando e gritando. Como ele não saiu, o professor afastou a mesa, agarrou o menino pelo braço e o prendeu contra a parede, sem deixar que se mexesse, segundo o xerifado. A testemunha disse ter ouvido o aluno chorar e dizer que o professor o estava machucando e que não conseguia respirar. Adkisson soltou o menino, disse que ele não estava machucado e foi embora.
Em entrevista aos detetives, o aluno contou outro episódio: o professor teria dado socos com as mãos fechadas nos dois lados da barriga dele, o levantado e colocado no fim da fila porque ele tinha furado a fila. Segundo o boletim citado pela WFTV, a auxiliar viu o menino chorando no fim da fila, mas não presenciou esse contato. As duas acusações se referem ao braço e à parede.
A sala era de alunos com transtornos emocionais e de comportamento, segundo a FlaglerLive, que teve acesso ao boletim de prisão. Adkisson se recusou a falar com os detetives, segundo o xerifado.
As acusações
Adkisson foi preso em Bunnell, onde mora, e não na escola. Ele responde a duas acusações de abuso infantil sem lesão corporal grave. Foi levado à cadeia do condado e solto após pagar fiança de US$ 5 mil, segundo o xerifado.

Pela lei da Flórida, esse tipo de abuso é crime de terceiro grau, com pena de até cinco anos de prisão. Até a noite deste sábado (24), a data da próxima audiência e a apresentação formal das acusações pela Promotoria não tinham sido divulgadas.
"Os pais confiam aos professores um ambiente seguro de aprendizado para os filhos", disse o xerife Rick Staly no comunicado. "Alguns alunos com necessidades especiais podem ser desafiadores, mas todos que trabalham com essas crianças precisam sempre manter a calma." Ele disse que o caso não deve manchar os demais profissionais das escolas e que "abuso de qualquer tipo, especialmente pelas mãos de um adulto de confiança, não será tolerado".
O que diz a defesa
O advogado de Adkisson, Josh Davis, contesta as acusações. "Contestamos essas acusações, e meu cliente espera ser considerado inocente de qualquer irregularidade", escreveu ele em nota publicada pela FlaglerLive. Segundo Davis, vários adultos e crianças viram tudo, mas o xerifado ouviu só uma auxiliar de 20 anos e uma criança com menos de 7 anos. "Acredito que uma investigação adequada teria revelado o que realmente aconteceu."
O advogado disse que Adkisson é educador há 28 anos e que o aluno tem problemas de comportamento, mas não é uma criança com necessidades especiais. Segundo a FlaglerLive, a superintendente confirmou que o professor dava aula numa sala exclusiva de educação especial. Davis disse ainda que vai procurar a Promotoria antes de as acusações serem apresentadas formalmente e pedir uma investigação completa.
O xerife respondeu à nota: "Sugiro que esse funcionário se olhe no espelho e ajuste o comportamento dele, em vez de culpar os outros pelos próprios atos", segundo a FlaglerLive.
O que diz a escola
"Tenho orgulho da nossa equipe por agir e falar sobre o caso", disse a superintendente de Flagler Schools, LaShakia Moore, no comunicado do xerifado. "Manter nossos alunos seguros é a principal prioridade de todos." Segundo ela, o distrito investiga o caso e coopera com as autoridades.
O professor também está sob investigação interna do distrito e já tinha sido alvo de um inquérito interno no ano passado, segundo a FlaglerLive. Ele deu aula na Bunnell Elementary de 2023 a maio de 2025 e foi recontratado em agosto de 2025 como professor de educação especial na Wadsworth. Sobre o histórico, a superintendente disse que é preciso ver "o que foi apurado".
É a segunda prisão de um professor do condado por abuso infantil em uma semana. Em 19 de outubro, o xerifado anunciou a prisão de um professor substituto de 60 anos da Matanzas High School, acusado de chutar um aluno com deficiência. Os dois casos aconteceram no mesmo dia, 16 de outubro. "Acredito que são casos isolados", disse Moore à FlaglerLive, lembrando que o distrito tem quase 2 mil funcionários.

