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Sindicato da NFL cobra padrões de campo após caso no jogo no Brasil

3 min de leitura
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As condições do gramado do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, viraram assunto nos dias que antecederam o confronto entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, válido pela NFL em solo brasileiro. Diante da repercussão, JC Tretter, diretor executivo da NFLPA (sindicato dos jogadores da liga) e ex-center da própria NFL, publicou nas redes sociais um longo comentário sobre o tema nesta sexta-feira.

Segundo Tretter, a preocupação da entidade antes da partida era que o campo ficasse solto, com falhas na grama, o que poderia causar escorregões excessivos durante o jogo. Ele afirmou que a questão não seria tanto de segurança, mas de jogabilidade e desempenho dos atletas. Jogadores do Flamengo, clube que manda jogos no Maracanã, também já haviam reclamado publicamente das condições do gramado.

Reforços no campo antes da partida

De acordo com o dirigente da NFLPA, o sindicato e a própria NFL mantiveram comunicação sobre o estado do campo e ambos enviaram especialistas em gramados ao Brasil, que ficaram no local por dias antes do jogo. Esses especialistas recomendaram costura reforçada para ajudar a manter a superfície coesa e trouxeram equipamentos para reforçar o máximo possível do campo antes da bola rolar.

Como o trabalho vai se comportar durante a partida ainda era incerto no momento da publicação de Tretter, já que o Brasil vinha recebendo grande volume de chuva nos dias anteriores. Sobre o assunto, Nick Pappas, diretor de campos da NFL, disse na segunda-feira que a liga precisa ter planos para mitigar o clima da melhor forma possível e afirmou que a organização se sentia em boa posição para lidar com a situação.

Debate sobre padrões para jogos internacionais

Tretter afirmou que a NFLPA defende, há algum tempo, a criação de padrões de campo que considerem tanto a segurança quanto o desempenho dos jogadores. Como exemplo recente, ele citou o jogo entre Tennessee Titans e Philadelphia Eagles em Nashville, no qual a grama sintética do Nissan Stadium derreteu as travas das chuteiras dos atletas. O dirigente também mencionou o problema oposto, o de campos congelados, que igualmente tornam o jogo mais perigoso.

Para Tretter, o episódio no Maracanã reforça uma preocupação do sindicato em relação à expansão internacional da liga: quanto mais jogos fora dos Estados Unidos, mais situações de campo surgem para serem monitoradas. Ele lembrou que o primeiro jogo da NFL no Brasil, disputado em São Paulo em 2024, já havia apresentado problemas significativos na superfície de jogo e gerado reclamações na época.

Segundo o diretor executivo da NFLPA, o objetivo da liga deve ser expandir o esporte sem abrir mão dos padrões que os jogadores merecem.

A partida entre Ravens e Cowboys estava marcada para as 16h25 (horário do leste dos Estados Unidos), com transmissão pela CBS e pelo Paramount+.

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