Pular para o conteúdo
Connect ID

Entre ou crie seu Connect ID

Notícias, vídeos e suas preferências. Tudo conectado.

Carregando Connect ID…

Restos do cometa Halley: Orionídeas tiveram pico, mas ainda dá para tentar ver nos EUA

9 min de leitura
Nesta matéria

Ainda dá para tentar ver restos do cometa Halley riscando o céu nas próximas madrugadas. A chuva de meteoros Orionídeas teve pico na noite de quarta-feira, 21 de outubro de 2026, para a manhã desta quinta (22), segundo a NASA, que dá a chuva como ativa até 7 de novembro. Sob céu escuro, a agência espacial americana registra cerca de 10 a 20 meteoros por hora nessa chuva. Neste ano, a Lua bem iluminada deve esconder parte dos meteoros mais fracos, e a melhor chance pode ser nas horas antes do amanhecer, depois que a Lua se põe. Nas cidades americanas consultadas pela TV Connect, a Lua se pôs entre cerca de 3h e 4h da madrugada de quinta, no horário local, segundo dados do Observatório Naval dos EUA (USNO). Nas próximas madrugadas, ela fica mais cheia e se põe cada vez mais tarde: entre cerca de 4h e 5h na sexta (23) e entre cerca de 5h e 6h no sábado (24).

Os meteoros são restos do Halley. Segundo a NASA, cada vez que o cometa volta à parte interna do Sistema Solar, o núcleo dele solta gelo e poeira rochosa no espaço. Todo ano, em outubro, a Terra atravessa essa região cheia de detritos, e os grãos de poeira que entram na atmosfera viram as Orionídeas. Eles chegam rápido: cerca de 66 km por segundo, ou quase 238 mil km/h, de acordo com a agência.

Quando e como ver nos EUA

A NASA diz que as Orionídeas podem ser vistas nas horas depois da meia-noite e que o espetáculo vai até o amanhecer. Em vídeo da série "What's Up" de outubro, a agência diz que, neste ano, a melhor chance pode vir nas horas antes do amanhecer, depois que a Lua se põe. Passada a noite do pico, a chuva continua: a NASA e a Sociedade Americana de Meteoros (AMS) dão as Orionídeas como ativas até 7 de novembro, e, segundo a AMS, o máximo dessa chuva costuma se prolongar por várias noites.

Veja o horário em que a Lua se põe nas madrugadas de sexta (23) e de sábado (24) e em que o Sol nasce nessas manhãs, sempre no horário local de cada cidade, segundo o USNO:

  • Boston (horário do Leste, ET): a Lua se põe às 4h07 na sexta e às 5h17 no sábado; o Sol nasce às 7h07 e às 7h08.
  • Nova York (ET): Lua se põe às 4h19 na sexta e às 5h28 no sábado; Sol nasce às 7h16 e às 7h17.
  • Miami (ET): Lua se põe às 4h46 na sexta e às 5h44 no sábado; Sol nasce às 7h24 nos dois dias.
  • Orlando (ET): Lua se põe às 4h51 na sexta e às 5h51 no sábado; Sol nasce às 7h31 e às 7h32.
  • Chicago (horário Central, CT): Lua se põe às 4h16 na sexta e às 5h26 no sábado; Sol nasce às 7h12 e às 7h13.
  • Denver (horário das Montanhas, MT): Lua se põe às 4h29 na sexta e às 5h37 no sábado; Sol nasce às 7h19 e às 7h20.
  • Los Angeles (horário do Pacífico, PT): Lua se põe às 4h24 na sexta e às 5h28 no sábado; Sol nasce às 7h05 e às 7h06.

Cada horário está no fuso da própria cidade: em Los Angeles, por exemplo, a Lua se põe às 4h24 da madrugada de sexta no horário do Pacífico. Na madrugada de domingo (25), a Lua só se põe entre 6h31 e 6h54 nessas cidades, menos de uma hora antes do nascer do Sol, segundo o USNO. Para outras cidades, o USNO tem a consulta no site aa.usno.navy.mil. Antes de sair, vale conferir a previsão do tempo local no site do Serviço Nacional de Meteorologia (weather.gov).

Meteoro das Orionídeas risca o céu do amanhecer sobre montanhas em silhueta, com uma nuvem lenticular alongada e alaranjada perto do horizonte, em outubro de 2025
Meteoro das Orionídeas risca o céu do amanhecer sobre montanhas em silhueta, com uma nuvem lenticular alongada e alaranjada perto do horizonte, em outubro de 2025. Foto: Mike Lewinski (CC BY 4.0)

As dicas da NASA

  • Lugar escuro: procure uma área bem longe das luzes da cidade e da rua.
  • Conforto: leve saco de dormir, cobertor ou cadeira reclinável.
  • Posição: deite de costas, com os pés virados para o sudeste (no Hemisfério Norte), e olhe para cima, abrangendo o máximo possível do céu.
  • Paciência: em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam e você começa a ver os meteoros, segundo a agência.
  • Não olhe só para Órion: os meteoros parecem sair de um ponto logo ao norte de Betelgeuse, a estrela brilhante da constelação de Órion, mas riscam qualquer parte do céu. A NASA diz que é melhor observar entre 45 e 90 graus de distância desse ponto, onde os meteoros parecem mais longos. Olhando direto para ele, eles parecem curtos.
  • Para que lado olhar: a ilustração do céu no vídeo da NASA mostra a vista para o leste por volta das 2h de 22 de outubro.

Segundo a NASA, as Orionídeas são conhecidas pelo brilho e pela velocidade, e são consideradas uma das chuvas de meteoros mais bonitas do ano. Os meteoros rápidos podem deixar rastros brilhantes que duram de alguns segundos a minutos e, às vezes, viram bolas de fogo.

A Lua vai atrapalhar

Na noite do pico, a Lua estava 74% iluminada, na fase crescente gibosa, segundo a AMS. A entidade previa interferência significativa enquanto a Lua estivesse acima do horizonte, mas dizia que os meteoros mais brilhantes ainda podiam ser vistos. Nas próximas madrugadas, a Lua continua na fase crescente gibosa e fica mais iluminada a cada noite, até a Lua cheia, que o USNO marca para as 4h12 de 26 de outubro no horário universal (0h12 em Nova York). A TV Connect já tinha mostrado as dicas da NASA para observar o céu em outubro de 2026.

A AMS classifica as Orionídeas como uma chuva de força média, que às vezes chega a ser forte. Em um ano normal, o máximo fica entre 10 e 20 meteoros da chuva. Em anos excepcionais, como de 2006 a 2009, as taxas no pico ficaram entre 50 e 75 por hora, comparáveis às das Perseidas. As últimas edições tiveram atividade de baixa a média, segundo a entidade. Nas páginas consultadas pela TV Connect até a manhã desta quinta-feira (22), nem a NASA nem a AMS traziam um balanço de como foi o pico deste ano.

Meteoro curto e brilhante em imagem em preto e branco de uma câmera grande-angular, usada pela NASA na página das Orionídeas; o carimbo da câmera marca 13 de outubro de 2015
Meteoro curto e brilhante em imagem em preto e branco de uma câmera grande-angular, usada pela NASA na página das Orionídeas; o carimbo da câmera marca 13 de outubro de 2015. Foto: NASA/JPL

Por que o cometa Halley

O Halley leva cerca de 76 anos para dar uma volta em torno do Sol. Segundo a NASA, a última vez que observadores comuns viram o cometa foi em 1986, e ele só volta à parte interna do Sistema Solar em 2061. A poeira que ele deixa pelo caminho forma duas chuvas de meteoros por ano: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.

O nome homenageia Edmond Halley, que em 1705 percebeu que três cometas observados antes pareciam voltar a cada 76 anos, mais ou menos, e sugeriu que eram o mesmo cometa. O cometa voltou como ele previu. O Halley aparece até na Tapeçaria de Bayeux, que conta a Batalha de Hastings, de 1066. O cometa mede 16 x 8 x 8 km e é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, segundo a agência. A TV Connect também mostrou como a NASA vigiou o asteroide apelidado de "matador de cidades".

O cometa Halley, com a cauda longa e azulada, fotografado por W. Liller em 8 de março de 1986, na Ilha de Páscoa, como parte do programa internacional de observação International Halley Watch
O cometa Halley, com a cauda longa e azulada, fotografado por W. Liller em 8 de março de 1986, na Ilha de Páscoa, como parte do programa internacional de observação International Halley Watch. Foto: NASA/W. Liller

Perguntas frequentes

Quando foi o pico das Orionídeas?
A NASA apontou a noite de quarta-feira (21) para a manhã de quinta (22), sem hora exata. Pela página da agência, a chuva pode ser vista nas horas depois da meia-noite. No vídeo "What's Up", a NASA diz que, neste ano, a melhor chance pode vir nas horas antes do amanhecer, depois que a Lua se põe.

Preciso de telescópio ou binóculo?
A NASA não menciona telescópio nem binóculo nas dicas. A orientação é deitar de costas, olhar para cima e abranger o máximo possível do céu, num lugar longe das luzes.

Perdi a madrugada de quinta. Ainda dá para ver?
Em parte. A chuva fica ativa até 7 de novembro de 2026, segundo a NASA e a AMS, mas a Lua, cada vez mais cheia, se põe mais tarde a cada noite e deixa menos tempo sem Lua antes do nascer do Sol, segundo os dados do USNO. A AMS diz que o máximo das Orionídeas costuma se estender por várias noites.

De onde vêm os meteoros?
Da poeira deixada pelo cometa Halley. Os meteoros só parecem sair da constelação de Órion, que dá nome à chuva; segundo a NASA, a constelação não é a origem deles.

Quando o cometa Halley volta?
Segundo a NASA, só em 2061, quando entra de novo na parte interna do Sistema Solar.

Próximos lançamentos de foguetes

Role para carregar a próxima matéria.