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O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou que financiar com dívida a a proposta do presidente Donald Trump de distribuir um dividendo de US$ 5 mil a cada adulto americano resultaria em mais inflação. A declaração foi dada na quinta-feira, quando DeSantis foi questionado sobre a ideia apresentada por Trump.
Segundo DeSantis, caso o governo tenha receita excedente, o caminho correto seria usar esse dinheiro para cortar impostos e devolvê-lo à população. Ele afirmou, porém, que tomar emprestado um valor da ordem de mais US$ 1,5 trilhão para injetar na economia teria efeito contrário ao pretendido.
"O que eu diria é que, se você está tendo receita excedente, você deveria cortar os impostos das pessoas e devolver isso à população", disse DeSantis. "O que eu não acho que você deveria fazer é pegar emprestado mais um trilhão e meio de dólares e simplesmente tentar injetar isso na economia, porque isso vai levar a mais inflação. Isso vai levar a mais dívida", completou, "e mais inflação".
A proposta de Trump
Trump anunciou o plano durante discurso na convenção republicana de meio de mandato, na quarta-feira. Segundo o presidente, caso os republicanos vençam a disputa pela Câmara e pelo Senado nas eleições de meio de mandato, ele emitiria "um dividendo a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América no valor de US$ 5 mil", atribuindo a medida à força e ao sucesso econômico do país.
Trump afirmou que a única condição seria que o valor recebido fosse gasto dentro dos Estados Unidos. "Então, se os republicanos vencerem, vocês vencem com a gente e recebem US$ 5 mil. Isso vai se chamar o dividendo Trump", declarou o presidente.
Preocupação com a dívida pública
DeSantis observou que o custo para o governo dos Estados Unidos honrar sua dívida nacional está cada vez mais alto, em um momento em que a dívida do país ultrapassou recentemente a marca de US$ 40 trilhões. O governador previu que a questão vai "levar a algumas turbulências, infelizmente", acrescentando que espera estar errado.
Como alternativa, DeSantis defendeu a criação de uma emenda constitucional que exija um orçamento federal equilibrado. Ele criticou o funcionamento atual do Congresso, afirmando que os incentivos hoje levam parlamentares a aumentar a dívida em busca de benefício político de curto prazo, sem precisar tomar decisões mais difíceis.
Procurada pela imprensa americana, a Casa Branca não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as declarações de DeSantis.
