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Hochul e procuradora de NY vão falar sobre investigação de estupro na Universidade Cornell

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A governadora de Nova York, Kathy Hochul, e a procuradora-geral do estado, Letitia James, convocaram uma coletiva de imprensa na cidade de Nova York para tratar da investigação sobre denúncias de estupro na Universidade Cornell, em um caso que teria ocorrido em 2024.

Segundo o PIX11, Hochul questionou publicamente a condução da investigação policial original, feita na época dos fatos. O pronunciamento conjunto das duas autoridades ocorreu depois que a governadora assinou uma ordem executiva designando o gabinete da procuradora-geral como promotor especial do caso, para garantir uma apuração independente.

"Ela vai seguir os fatos", disse Hochul sobre James. "Vai examinar as evidências e ir aonde elas levarem. E, se as evidências sustentarem acusações criminais, ela vai buscá-las."

James confirmou que o caso está agora sob responsabilidade direta de seu gabinete. "Uma investigação abrangente como essa leva tempo, mas meu gabinete está comprometido em levar isso adiante", afirmou. "Esta é agora uma investigação criminal ativa, conduzida pelo gabinete da procuradora-geral."

Cobrança por responsabilização

Hochul foi enfática ao dizer que autoridades públicas não podem se omitir diante de falhas do sistema que afetam jovens. "Nenhum funcionário público tem o direito de fechar os olhos quando o sistema falha e prejudica nossos jovens", declarou. "Não vou permitir que ninguém varra esse caso para debaixo do tapete."

James ressaltou que os detalhes divulgados ainda são limitados. "Embora estejamos limitados no que podemos compartilhar, vamos fornecer atualizações à medida que estiverem disponíveis", disse a procuradora-geral.

Brecha na legislação estadual

Durante a coletiva, Hochul também citou uma lacuna na legislação de Nova York que permite interpretar a intoxicação voluntária como indicativo de consentimento. "Eu apoio o fechamento dessa brecha e vou trabalhar com a legislatura estadual para conseguir isso", afirmou a governadora.

O caso segue sob apuração do gabinete da procuradora-geral de Nova York, sem prazos divulgados para novos desdobramentos.

As informações são do PIX11.

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