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Imagine andar pela Avenida Paulista, entrar numa manifestação, levantar um cartaz e debater política ao vivo com quem pensa diferente, sem sair de casa. Essa é a proposta do Paulista Livre, jogo online criado pelo desenvolvedor Rafael Dias, que contou no Breaking Fast como a ideia nasceu.
Inspirado num protesto de crianças
Segundo Rafael, tudo começou no Roblox: quando a voz foi tirada do jogo, as crianças fizeram um protesto online com cartazes pedindo a volta do recurso. O pessoal da política se inspirou e passou a fazer carreatas em jogos, mas era caro e reunia poucas pessoas. Programador de uma empresa dos Estados Unidos, que trabalha com projetos de jogos há cerca de dez anos, Rafael diz que em um dia tinha uma versão básica funcionando. Uma semana depois do lançamento, havia jogadores de vários países.
Inteligência artificial e personagens 3D
Ele explicou que, antes, criar um personagem exigia designer, modelador 3D e animador, um processo caro e demorado. Hoje, segundo Rafael, uma inteligência artificial transforma uma imagem de referência em boneco 3D em minutos e ainda ajuda a corrigir o modelo.
Debates, telões e lojas virtuais
O jogo roda no navegador, sem baixar nada. Segundo Rafael, o que mais atrai hoje são os debates no estilo change my mind: de madrugada chegam a acontecer oito debates ao mesmo tempo, com o público votando se a conversa continua. Os cartazes e pichações passam por filtro de inteligência artificial, e o jogo tem telões para anúncios e, agora, lojas em 3D. A rotatividade, segundo ele, é de cerca de quarenta mil pessoas por dia, e a meta é bater o recorde mundial de jogadores em uma mesma sala.
O Breaking Fast dentro do jogo
Durante a entrevista, Rafael colocou o programa ao vivo no telão do jogo, e a Vivi Romanelli aproveitou para se apresentar a mais de três mil jogadores. Ele prometeu uma loja exclusiva da TV Connect USA na Paulista virtual e deve voltar ao programa para mostrar o resultado. O jogo está em manifestacao.com.
O Breaking Fast vai ao ar de segunda a sexta pela manhã, na TV Connect USA. Leia também: 2º turno: o que o eleitor pode fazer e o que é crime no dia da votação.
