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Depois de mais de 160 anos circulando pelo Central Park, as charretes puxadas por cavalos de Nova York podem ganhar data para acabar: 1º de junho de 2028. A Câmara Municipal vota na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, a Lei Romanch, fruto de um acordo entre a presidente da Câmara, Julie Menin, e o prefeito Zohran Mamdani. O projeto tem 29 coautores entre os 51 vereadores, o que já garante maioria.
A lei leva o nome de Romanch Mahajan, turista indiano de 18 anos que morreu em 17 de junho depois de ser arremessado de uma charrete desgovernada no parque. Segundo a Central Park Conservancy, entidade que administra o parque, foi o oitavo acidente com cavalos dentro ou perto do Central Park em cerca de 13 meses.
O que prevê a Lei Romanch
Segundo a Câmara Municipal e a NBC New York, o projeto prevê:
- Nenhuma licença nova e nenhuma renovação; as atuais vencem até 31 de maio de 2028.
- Proibição das charretes a partir de 1º de junho de 2028, com exceção de exposições e apresentações temporárias.
- Os cavalos não poderão ser vendidos para abate nem repassados a outras empresas de charrete; os donos terão de avisar o Escritório de Bem-Estar Animal da prefeitura antes de se desfazer dos animais.
- Até 1º de abril de 2027, a prefeitura deve apresentar um plano de transição para os trabalhadores, com encaminhamento a vagas, treinamento, orientação profissional e ajuda com estudos. Segundo o sindicato, o texto diz que a cidade deve "considerar" indenizar os donos.
- Quem continuar operando depois da proibição pode levar multa civil de pelo menos US$ 10 mil; na esfera criminal, multa e até 15 dias de prisão.

O que dizem os defensores
"A morte trágica e evitável de Romanch Mahajan deixou claro que a situação atual não é mais aceitável", disse Menin.
Mamdani disse em entrevista coletiva que a cidade tem "a responsabilidade cívica de garantir que ninguém seja deixado para trás". O gabinete do prefeito afirmou que o objetivo é "uma transição justa, que proteja os trabalhadores e acabe de vez com as charretes no Central Park". A presidente da Central Park Conservancy, Betsy Smith, disse que a questão "sempre foi de segurança pública".

O outro lado
O sindicato TWU, que representa os condutores, é contra. "O projeto da presidente Menin não oferece nenhum alívio econômico significativo para os trabalhadores", disse John Samuelsen, presidente da TWU International, que chamou a proposta de "oportunismo político". Alexander Kemp, vice-presidente da seção local 100 do sindicato, disse à Fox News que a lei elimina cerca de 160 empregos, a maioria de imigrantes perto da aposentadoria, e que "não havia evidência" de maus-tratos aos animais.
Christina Hansen, porta-voz do setor, disse que a lei "será devastadora para condutores e donos de charretes". O setor afirma que a proibição é inconstitucional e promete reagir. "São 40 anos vindo trabalhar e, um dia, dizem que você não tem mais emprego", disse à CBS New York o condutor Tony Moran. Segundo a emissora, o setor tem cerca de 160 cavalos e 200 condutores.

Perguntas frequentes
Quando as charretes do Central Park vão acabar?
Se a Lei Romanch for aprovada na votação de 22 de outubro de 2026, as charretes ficam proibidas a partir de 1º de junho de 2028.
O que acontece com os cavalos?
O projeto proíbe vender os cavalos para abate ou para outras empresas de charrete e obriga os donos a avisar a prefeitura antes de se desfazer dos animais.
Os condutores vão receber indenização?
O projeto prevê um plano de transição de emprego até abril de 2027. Segundo o sindicato TWU, o texto só diz que a cidade deve "considerar" indenizar os donos.
