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PIB da Flórida chega a US$ 1,835 trilhão e se aproxima do PIB do Brasil

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A economia da Flórida registrou um novo recorde em 2025. Segundo dados do Bureau of Economic Analysis (BEA), órgão do governo americano responsável pelas estatísticas econômicas do país, o PIB nominal do estado chegou a aproximadamente US$ 1,835 trilhão no ano, um crescimento de cerca de 6,3% em relação aos US$ 1,727 trilhão registrados em 2024.

O avanço aproxima ainda mais o PIB da Flórida do PIB do Brasil inteiro. De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia brasileira somou cerca de US$ 2,28 trilhões em 2025. Isso significa que o estado americano já representa aproximadamente 80% de todo o PIB do país, uma diferença de cerca de US$ 445 bilhões entre as duas economias.

Diferença de escala chama atenção

A comparação ganha outra dimensão quando se observa o tamanho da população e do território envolvidos. O Brasil tinha população estimada em 213,4 milhões de habitantes em 2025, segundo o IBGE, enquanto a Flórida contava com cerca de 23,5 milhões de moradores, de acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos. Na prática, o Brasil tem cerca de nove vezes mais habitantes, mas gera uma economia apenas 20% maior do que a do estado americano.

Em extensão territorial, a diferença também é expressiva. O Brasil ocupa cerca de 8,5 milhões de km², o quinto maior território do planeta, enquanto a Flórida tem pouco mais de 139 mil km², uma área mais de 60 vezes menor.

Quarta maior economia estadual dos EUA

Dentro dos Estados Unidos, a Flórida segue como a quarta maior economia entre os estados, atrás apenas de Califórnia, Texas e Nova York. O ritmo de crescimento também é destacado pelo BEA: o PIB nominal do estado saltou de cerca de US$ 1,30 trilhão em 2021 para os atuais US$ 1,835 trilhão, uma alta de aproximadamente 41% em valores correntes ao longo de quatro anos.

Se fosse considerada separadamente, apenas para efeito estatístico, a economia da Flórida ocuparia hoje a 14ª posição entre as maiores do mundo, à frente de países como México, Austrália, Turquia, Indonésia, Países Baixos, Arábia Saudita e Suíça. Segundo a Florida Chamber of Commerce Foundation, o estado precisaria crescer mais cerca de 2% para ultrapassar a Coreia do Sul e chegar à 13ª posição, e quase 21% adicionais para entrar no top 10 mundial, patamar hoje ocupado pelo Canadá.

Meta de entrar entre as dez maiores do mundo

O crescimento faz parte do plano estratégico "Florida 2030 Blueprint", que tem como objetivo posicionar o estado entre as dez maiores economias do mundo até o fim da década. Segundo Mark Wilson, presidente e CEO da Florida Chamber of Commerce Foundation, o desempenho está diretamente ligado ao modelo de livre iniciativa, aos baixos impostos e à menor regulamentação adotados pelo estado nos últimos vinte anos.

Custo de vida também sobe

Nem todo o cenário é positivo para quem mora na Flórida. Uma análise da Bloomberg, baseada em dados do governo federal, apontou que o custo de vida na região metropolitana de Miami, Fort Lauderdale e West Palm Beach já é cerca de 5% mais alto do que na área metropolitana de Nova York e seus subúrbios.

Wilson rebateu o estudo, argumentando que a comparação não engloba o estado inteiro, mas apenas duas regiões metropolitanas específicas. Ele também destacou outros fatores, como segurança pública, que, segundo ele, não podem ser medidos apenas pelo custo de vida.

Economia diversificada além do turismo

Apesar de o turismo continuar relevante, a economia da Flórida hoje é bastante diversificada, com participação de setores como serviços financeiros, saúde, construção, comércio, logística, tecnologia, mercado imobiliário e atividades aeroespaciais. Segundo o BEA, o setor de imóveis, aluguéis e locação lidera as contribuições ao PIB estadual, seguido por serviços profissionais e empresariais, e por educação, saúde e assistência social.

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