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"Sinceramente, eu acho que está na hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia." Foi o que disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao falar com jornalistas na saída da Casa Branca, na segunda-feira, 19 de outubro de 2026. "Zelensky não sabe do que está falando", afirmou Trump, segundo o vídeo oficial da Casa Branca.
No dia seguinte, terça-feira, 20 de outubro, Zelensky se reuniu em Oslo, na Noruega, com Steve Witkoff, enviado especial de Trump. Depois do encontro, o ucraniano disse que o compartilhamento de informações de inteligência dos EUA com a Ucrânia "funciona agora", de acordo com o jornal Kyiv Post.
O que Trump disse
Para Trump, Zelensky "deveria ter resolvido essa guerra há muito tempo". "Se ele tivesse me ouvido, teria feito um acordo muito melhor há muito tempo", disse o presidente americano. Em seguida, afirmou que "muito pouco território mudou de mãos", mas que "um milhão de pessoas" morreram.
Na mesma conversa, Trump disse que toparia uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente chinês, Xi Jinping, na China, para tratar de armas nucleares e desnuclearização. Segundo a France 24, o chanceler ucraniano, Andriy Sybiha, disse que um encontro assim "só encorajaria Putin a continuar esta guerra".

A disputa sobre mísseis e inteligência
Na véspera da fala de Trump, Zelensky havia dito a parlamentares americanos que a Ucrânia quase esgotou os mísseis interceptadores Patriot fornecidos pelos EUA, segundo o Kyiv Post. De acordo com a France 24, ele também afirmou que o Pentágono atrasa a entrega de mísseis já pagos por países europeus.
O governo americano rejeitou a acusação. "Isso é escandaloso, ultrajante, simplesmente não é verdade", disse o secretário de Estado, Marco Rubio, na terça-feira, segundo a NBC News. "Nada está sendo negado de propósito à Ucrânia."
A reunião de Oslo
O encontro em Oslo foi organizado pela Noruega e pela Finlândia, a pedido de Zelensky, e contou com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o presidente finlandês, Alexander Stubb, segundo o Kyiv Post. Jared Kushner, genro de Trump, participou por vídeo, depois de ficar gripado, de acordo com o jornal.
"Somos gratos porque a inteligência funciona agora", disse Zelensky após a reunião. Segundo o Kyiv Post, o compartilhamento tinha ficado uma semana fora do ar, e o presidente ucraniano espera resultados em cerca de 48 horas sobre os mísseis Patriot e sobre restrições ao Starlink. O jornal registra que autoridades americanas negam responsabilidade tanto pelas restrições quanto pela pausa.
Witkoff deve seguir para a Rússia para apresentar propostas ao governo de Putin, segundo a Euronews e o Kyiv Post. Enquanto isso, os ataques continuam: pelo menos seis pessoas morreram em bombardeios russos, segundo autoridades ucranianas citadas pela France 24 na terça-feira.

Perguntas frequentes
O que Trump disse sobre Zelensky?
Em 19 de outubro de 2026, na saída da Casa Branca, Trump disse que Zelensky "não sabe do que está falando" e que "está na hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia".
O que aconteceu na reunião de Oslo?
Em 20 de outubro de 2026, Zelensky se reuniu com o enviado americano Steve Witkoff, com participação da Noruega e da Finlândia. Depois, disse que o compartilhamento de inteligência dos EUA voltou a funcionar.
O que dizem os EUA sobre a falta de mísseis?
O secretário de Estado, Marco Rubio, chamou a acusação de "escandalosa" e disse que nada está sendo negado de propósito à Ucrânia.
