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Uma torre de escritórios de vidro com 18 andares veio abaixo em segundos na manhã deste sábado (24), em uma implosão controlada e planejada em Chamblee, cidade da região metropolitana de Atlanta, na Geórgia. Os explosivos foram detonados às 7h45, como a prefeitura havia anunciado, no prédio do número 1800 da Century Boulevard, perto da Clairmont Road e da rodovia I-85.
O prédio, com mais de 200 pés de altura (mais de 60 metros), segundo a WSB-TV, estava vazio desde que a Receita estadual da Geórgia (Department of Revenue), que tinha ali a sua sede, se mudou para a 2595 Century Parkway, mudança anunciada pelo órgão em janeiro de 2025.
Quem fez a implosão
A implosão foi feita pela Atlas Demolition, como previa o aviso oficial da Prefeitura de Chamblee. A empresa é de Cartersville, na Geórgia, e os explosivos ficaram a cargo da DetX, segundo o Atlanta Journal-Constitution (AJC). Nos meses anteriores, os operários retiraram as janelas e esvaziaram o interior do prédio, segundo a WSB-TV.
"Em dois segundos, o prédio deve estar no chão em segurança. Normalmente leva de dois a três segundos", disse à emissora, antes da detonação, Dave Savignano, dono da Atlas. Segundo ele, seria a primeira vez que um prédio de formato triangular era implodido, e implosões de prédios altos como esse são menos de 1% das demolições.
Um público agasalhado acompanhou de arquibancadas montadas pela Atlas e aplaudiu quando o prédio afundou, segundo o AJC. "Não estamos no show business. Estamos no negócio de manter as pessoas seguras", disse ao público Ron Gilbert, vice-presidente de operações de detonação da DetX.
Vias fechadas e perímetro
No aviso oficial, a prefeitura informou que os bloqueios de ruas começariam às 6h45 e só seriam suspensos depois da liberação de segurança do local. O mapa divulgado pela cidade mostra fechados os trechos da Clairmont Road e da Century Blvd NE dentro do perímetro em volta do prédio, com uma área de exclusão marcada em volta da torre.

As polícias de Chamblee e de Brookhaven, com o FBI, ficaram responsáveis por fechar as vias e manter o público afastado, segundo a WSB-TV. O plano de demolição previa uma área restrita de 750 pés (cerca de 230 metros) em volta da torre, segundo o North Atlanta Star. A Atlas estimava reabrir as ruas às 8h15, mas o horário em que os bloqueios foram suspensos não foi confirmado pelo jornal.
A retirada dos escombros, que ficam cobertos por lonas para conter a poeira, deve levar cerca de nove semanas, segundo o AJC.
Quem é o dono e o que vem no lugar
A Highwoods Properties foi dona do prédio até julho, quando o vendeu por US$ 16,2 milhões a uma subsidiária da Boyd Watterson Asset Management, segundo o AJC. A WSB-TV, na reportagem publicada na manhã da implosão, ainda se referia à Highwoods como dona do prédio. O terreno, de 2,2 acres (cerca de 0,9 hectare), foi avaliado recentemente em quase US$ 28,8 milhões, segundo o jornal.
Ainda não se sabe o que será construído ali. Nenhum projeto para o terreno foi divulgado, segundo o AJC e a Atlanta News First. Por enquanto, a área do prédio vai virar um lago de detenção, uma bacia que segura a água da chuva, ao menos temporariamente, segundo o Atlanta Business Chronicle, citado pelo AJC.
Os apartamentos que não saíram do papel
A torre chegou a ter um plano para virar moradia. A Highwoods e a Brand Properties queriam transformá-la em 289 apartamentos, num projeto de cerca de US$ 91 milhões, e a agência de desenvolvimento Decide DeKalb aprovou em dezembro de 2024 um incentivo de US$ 6 milhões em imposto sobre a propriedade, segundo o AJC. O projeto não andou.
"Não há uso para ele como prédio residencial. Custa caro demais convertê-lo", disse Savignano à WSB-TV. Segundo ele, ninguém encontrou uso comercial para o prédio, de 45 anos, considerado ultrapassado.
