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Arquivos do Pentágono: óvni triangular sumiu veloz como um caça, segundo agentes federais

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Agentes federais que estavam numa área de segurança nacional no oeste dos Estados Unidos relataram ter visto, em junho, um objeto triangular preto subir na vertical sobre uma serra, parar no ar e sumir em direção a um cânion numa velocidade que eles compararam à de um caça militar. O relato está em dois documentos divulgados na sexta-feira (23) pelo Pentágono, no sétimo lote de arquivos sobre óvnis liberados por uma ordem executiva do presidente Donald Trump.

Os arquivos são publicados no PURSUE, o sistema do governo para os registros de UAP, como o governo chama os fenômenos anômalos não identificados, no site do Departamento de Guerra. São eles um memorando do AARO, o escritório do Pentágono que investiga esses fenômenos, sobre a entrevista com os agentes, e uma declaração assinada que eles deram ao FBI, segundo a CBS News. A data exata e o local foram omitidos, e os trechos divulgados não nomeiam a agência dos agentes.

O que os agentes contaram

Segundo a CBS News, os agentes foram avisados por um terceiro colega que estava por perto, mudaram de posição e viram o objeto sobre uma serra, a algumas milhas a oeste, contra o brilho do céu depois do pôr do sol. "Iniciamos uma varredura visual do horizonte a oeste e quase imediatamente observamos um objeto triangular grande, não reflexivo, preto escuro, muito parecido com um drone de asa delta", disseram na declaração ao FBI.

Na mesma declaração, eles estimaram a envergadura em 9 a 15 pés (cerca de 2,7 a 4,6 metros), a profundidade em 6 a 9 pés (1,8 a 2,7 metros) e a espessura em 1 a 2 pés (30 a 60 centímetros). No memorando do AARO, a envergadura estimada é de 13 a 15 pés, cerca de 4 a 4,6 metros, segundo a Scientific American.

O memorando descreve uma subida "lenta, controlada, perfeitamente vertical" de cerca de 10 segundos sobre a serra. O objeto subiu cerca de 200 a 300 pés (60 a 90 metros) sem inclinar nem balançar, e a subida aconteceu "em absoluto silêncio acústico", segundo o texto. Num visor infravermelho, ele parecia mais quente que o ar em volta, com o calor distribuído por igual e sem gases de escape visíveis, disseram os agentes ao FBI.

Lá em cima, o objeto parou "instantaneamente" e ficou imóvel por cerca de 20 segundos. Depois, segundo o memorando, disparou numa velocidade que os agentes compararam à de um caça militar e desceu para um cânion numa manobra de 2 a 3 segundos, até sumir atrás do terreno. A velocidade é uma estimativa dos agentes: o memorando diz que nenhuma medição por instrumentos foi obtida. Eles o acompanharam com binóculos e um aparelho térmico de mão, porque os sensores principais estavam virados para outro lado.

"O silêncio acústico absoluto persistiu durante toda a fase de alta velocidade", diz o memorando. Na manhã seguinte, uma busca no cânion não encontrou destroços, marcas no chão nem plantas danificadas.

Os dois documentos divergem na duração. O memorando do AARO descreve fases de cerca de 10 segundos (subida), 20 (parada) e 2 a 3 (fuga). Já a declaração ao FBI diz que o avistamento inteiro durou cerca de 3 segundos e não menciona a parada no ar.

O que diz o Pentágono

O AARO afirma que o caso "merece mais investigação" porque a forma e o jeito de voar do objeto se parecem muito com os de outros relatos no oeste dos Estados Unidos. Em lotes anteriores, o governo divulgou o caso de agentes federais que, em 2023, viram orbes laranja soltando orbes vermelhos menores, e o de um agente que gravou em vídeo infravermelho dois objetos voando juntos, detalhado em agosto, segundo a CBS News.

Mapa-múndi do AARO, de 2023, com manchas de calor nas regiões com mais relatos de fenômenos anômalos não identificados, entre elas o oeste e o leste dos EUA, o Oriente Médio e o leste da Ásia
Mapa-múndi do AARO, de 2023, com manchas de calor nas regiões com mais relatos de fenômenos anômalos não identificados, entre elas o oeste e o leste dos EUA, o Oriente Médio e o leste da Ásia. Foto: AARO/Departamento de Defesa dos EUA (domínio público)

Os arquivos do PURSUE são rotulados como "não resolvidos" porque os investigadores não tiveram informação suficiente para identificar o que foi visto, e não porque os casos tenham sido ligados a atividade extraterrestre, destacam autoridades, segundo a The National News Desk. As imagens que acompanham a declaração ao FBI são uma reconstituição, segundo o IBTimes: a mesma foto da serra com uma forma preta colocada em posições diferentes para mostrar o caminho descrito pelos agentes. Não há foto nem vídeo do objeto.

O que mais saiu no lote

Ao contrário dos lotes anteriores, o sétimo não trouxe vídeos nem fotos, só memorandos e relatórios, segundo a Scientific American. Entre eles estão um relatório da Força Aérea de 1957 sobre um bombardeiro B-52 que manteve contato de radar com um objeto não identificado por cinco a sete minutos sobre a Arábia Saudita, um relatório de 2010 sobre o Skinwalker Ranch, em Utah, e documentos sobre como a NASA e o Departamento de Defesa lidariam com fragmentos suspeitos de veículos espaciais.

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